quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Reinício
Será que ainda há o que se dizer? A respeito de qualquer assunto tudo parece esgotado.
Sentimentos, encontros, desencontros. Lealdade, traição. Moral, imoral.Certo, errado. Validade vencida para o inédito!
Em meio ao clichê, o que se vislumbra é a reinvenção. Nada se perde, tudo se aproveita, mas de um modo diferente. Sempre foi assim?
Naveguei até pouco tempo descobrindo, me indiganando, conformando, sentindo emoções instigadoras. De repente fez-se o marasmo, a mesmice. Uma chateação!
A história que se iniciava para outro para mim já se sabia o desfecho, só o tom aos olhos do outro se pronunciava diferente. Pobre perspectiva. Era tudo a mema coisa !
Mas os fatos são cíclicos, e numa destas vertigens, deparei-me com o início do que antes pensei ser o fim.
Uma emergência!
Uma opressão antes sentida, compreendida, reconhecida, domada, tomou fôlego e me deixou sem ar. Como pode um ser ter certezas, entendimentos, domínio e assim, assim num piscar de olhos render-se ao inevitável: Algo precisa ser feito, como está não pode continuar, pois do contrário seria o convite aceito da entrega em vão. Tudo perdido, nada aprendido. Uma devassidão!
Oca por dentro, visão no horizonte que é realmente finito. Se chegar, acabou.
Céus, algo precisa ser feito!
No turbilhão. No olho do furacão,descobri:
A primeira casca caiu, uma nova derme precisa se acostumar com os raios do sol,
Agora tudo é diferente, não porque o seja, mas porque assim o é na nova experiência.
domingo, 28 de outubro de 2012
O pleito acabou e creio que com lisura
O pleito acabou e creio que com lisura.
Mas eu preciso falar com os partidários, cabos eleitorais e formadores de opinião.
Em todo jogo há aqueles que se encontram em dúvida, ou , como queiram , em cima do muro. É UM FATO!
Nenhum eleitor fica em cima do muro por opção. Na verdade ele passou por algum processo que o tornou descrente, e ele quer e precisa ser resgatado. Falo dos em cima do muro com um bom grau de conhecimento, mas que momentaneamente não se sentem representados por nenhum candidato. Não adianta discursos falaciosos, nem arroubos partidários, pois é, talvez, exatamente por isto, que eles se encontram na condição apolítica -. COISA HORRÍVEL-, desconfortável!
É exatamente de vocês que o eleitor indeciso espera a luz no fim do túnel. Mas o que se vê , na verdade , é campanha de desmoralização dos adversários . Charges, caricaturas, acusações e desentendimentos graves entre partidários de posições contrárias. Amizades de longa data se rompem por se manifestarem favoráveis a um candidato que não seja o mesmo . Parece até atitude infantil, mas que, absolutamente, colabora com o esclarecimento que seu eleitor indeciso necessita. E seu voto pode fazer TODA a diferença.
A linha que separa os candidatos quanto suas decisões pró sociedade como um todo, e os que lutam por interesse próprio e partidário, é tênue. O que é governar democraticamente? Até que ponto as atitudes de um candidato eleito estão isentas de conchavos, e até que ponto é conveniente para o bem geral fazer alianças entendidas como espúrias?
O pleito acabou. Uns festejam, outros lamentam e outros, aguardam, os indecisos, aqueles que engrossaram a estatística dos votos NULOS. A estes cabe dizer:
“E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama protesta,
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro, sua incoerência,
seu ódio - e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, pra onde?” – Carlos Drummond de Andrade
sexta-feira, 6 de julho de 2012
OLHOS
Sempre soube que os olhos são o espelho da alma. Mas hoje sei que é muito mais que isto.
Os OLHOS são o mais poderoso instrumento de perscrutação!
O corpo humano é um complexo sofisticadíssimo, mas só damos valor às partes, à medida que as lesamos. Só sabe da importância da unha aquele que se vê desprovido dela. Dez dedos, dez unhas, porém a ausência de uma nos torna incapacitados para uma série de afazeres.
Ao longo da vida aprendemos a valorizar este ou aquele órgão do nosso corpo, mas geralmente como consequência de algum desastre. Sabe do fígado o cirrótico, do coração o hipertenso, do pulmão o tabagista, e por aí afora.
Dificilmente despertamos para a importância de um sentido de modo prazeroso. Mas descobri, dançando, numa vivência da BIODANZA, a benção da visão. Até então sabia que enxergava porque tivera a graça de não ser cega.
Mas subestima-se este órgão, atribuindo- se a ele apenas o que nos torna capazes de enxergar.
Enxergar é ver? Não só! Enxergar é, também, se sentir dotado de um farol capaz de sondar o mais profundo de nosso ser e enquanto se embrenha vai nos trazendo à consciência emoções impensadas.
Estar com alguém e aceitar o desafio de trocar olhares, é sempre um caminho de muitos atalhos. Podemos encarar um olhar e apenas notar a cor dos olhos, ou nos perder em rubor, pois nos sentimos desnudas, ou nos sentirmos acuados pela sensação de autoridade, ou sentirmos firmar nossa identidade graças a chancela do parceiro, ou sentir uma explosão de lágrimas provocada pela emoção de um olhar perscrutador.
O fato é que nunca se sai da mesma forma que se iniciou uma autêntica troca de olhares. Há sempre um acréscimo e uma lição a fazer ... descobrir o que aditar ao nosso perfil.
A sensação é muito boa!
Relatar esta experiência, é, com certeza, ter como resposta do nosso parceiro, a confirmação de nossas sensações. E perceber em contra partida o que o nosso olhar provocou no outro. A via é de mão dupla.
Interessante é que somos muito sonegadores de nossos poderes, às vezes é preciso muitas vivências para registrarmos os efeitos alcançados. Nos perdemos em nosso casulo de proteção e não arredamos o pé na chance de galgar mais um patamar do auto conhecimento.
Adiante, mas não diga depois que não dei a dica. Tente!
terça-feira, 26 de junho de 2012
PRA LÁ BEM PRA LÁ
Nada como algum tempo emergindo devagarinho, para ver se há luz pra lá do fim do túnel.
Há!
Mas é uma festa estranha com gente diferente!
É um tal de faz de conta para se chegar a um lugar não se sabe bem onde. Um teatro com script sem continuidade, em que as falas de um não deixam a deixa para o próximo. Assim todos saem com um ar de satisfação insatisfeita, aplaudindo de pé o espetáculo sem pé nem cabeça.
Uma saia justa, um desconforto proposital, que se torna mais desconfortável impossível. No entanto paira no ar uma conformidade que parece cultural, mas, se o é, trata-se de uma herança falida, em que a pose vale mais que o ouro ainda na jazida garimpada pelo mineiro inábil, que negocia todos os dias os alqueires da melhor terra, sempre prometendo o martelo final para a semana que vem.
Para ficar em evidência a moeda de troca é o favor, quase sempre unilateral, depois que se conseguiu o que queria, não há nenhum constrangimento em não devolver a gentileza. Caso se necessite de outra ajuda, procura-se outra fonte, simples assim.
Não há espaço para a gentileza, apenas uma intolerância suportada a ferro fórceps, e a ironia é a vingança disfarçada. Não há sexo frágil, a questão gênero é uma miscelânea em que um tenta sobreviver da imagem do outro, trocando os papéis conforme a necessidade premente. É uma batalha de Titãs. Salve-se quem puder!
domingo, 6 de maio de 2012
COLETÂNEA XVII
De tudo, o que mais me comove é a bondade, a retidão de caráter,o gesto de amor, a ingenuidade, a gratidão. Diante destes comportamentos não contenho as lágrimas que lavam minha alma.
Depois sinto estranheza, porque deveria chorar diante dos fatos hediondos tão recorrentes em nossas vidas.
Mas logo me esclareço. Fatos chocantes se tornaram banais pela frequência que ocorrem, já as atitudes louváveis se tornaram moedas raras no mercado da convivência, por isso comovem.
COLETÂNEA XVI
Viver é perigoso demais! A baliza de comportamento que garante seu dia de amanhã, nem sempre é a medida daqueles que o julgarão no futuro. E no futuro pode ser que você seja refém de um conjunto de idéias divergentes em relação a sua construção no presente. Daí à fogueira, o que de melhor pode lhe ocorrer é o desprezo do esquecimento.Elza Maria
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sexta-feira, 30 de março de 2012
COLETÂNEA XV
As vezes sinto saudade das pessoas com quem convivi num clima amistoso e a quem dediquei minhas melhores energias. Sinto saudade do sentimento de confiança que invadia a minha alma. Eu pensava que aquela sensação fosse para sempre, mas eu sei muito pouco da vida, das pessoas, de mim mesma.Como por encanto estas pessoas desapareceram. É verdade que outras grandes pessoas povoaram meu cenário. Mas minha alma pergunta: Por que todas as pessoas não podem figurar no meu espaço ao mesmo tempo?
A vocês que vivem suas vidas em outro espaço e tempo, eu as convido para, nesta noite , brindarmos com uma taça de vinho , ou de água, o tempo que se foi, e a lembrança que vivemos , naquele tempo, a melhor época de nossas vidas
A vocês que vivem suas vidas em outro espaço e tempo, eu as convido para, nesta noite , brindarmos com uma taça de vinho , ou de água, o tempo que se foi, e a lembrança que vivemos , naquele tempo, a melhor época de nossas vidas
COLETÂNEA XIV
Elza Giorgi
há ± 1 hora
.
No meu mundo ideal todas as pessoas são muito semelhantes, capazes de identificar de modo fidedigno o vazio de seu par e preencher o espaço de uma dor com o calor de seu amor .
No meu mundo ideal se fala uma única língua, todos se veem libertos do obstáculo da pluralidade de comunicação, e até se entendem num fugaz olhar.
No meu mundo ideal a verdade não é uma opção, mas é a única conduta viável.
No meu mundo ideal fazer uso da proximidade a uma personalidade é apenas uma maneira de homenagea-la e nunca uma forma de se promover.
No meu mundo ideal todas as pessoas reverenciam a sabedoria do mais velhos,pois nela se reconhece as milhas percorridas e o suor derramado para a armazenagem do conhecimento a ser transmitido.
No meu mundo ideal a vilania dá espaço para a competência.
E, finalmente , no meu mundo ideal se privilegia a amizade que se formata no silêncio do ,quase, anonimato
há ± 1 hora
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No meu mundo ideal todas as pessoas são muito semelhantes, capazes de identificar de modo fidedigno o vazio de seu par e preencher o espaço de uma dor com o calor de seu amor .
No meu mundo ideal se fala uma única língua, todos se veem libertos do obstáculo da pluralidade de comunicação, e até se entendem num fugaz olhar.
No meu mundo ideal a verdade não é uma opção, mas é a única conduta viável.
No meu mundo ideal fazer uso da proximidade a uma personalidade é apenas uma maneira de homenagea-la e nunca uma forma de se promover.
No meu mundo ideal todas as pessoas reverenciam a sabedoria do mais velhos,pois nela se reconhece as milhas percorridas e o suor derramado para a armazenagem do conhecimento a ser transmitido.
No meu mundo ideal a vilania dá espaço para a competência.
E, finalmente , no meu mundo ideal se privilegia a amizade que se formata no silêncio do ,quase, anonimato
domingo, 25 de março de 2012
COLETÂNIA XIII
Elza Giorgi
Ser dona de si está acima de algumas conquistas. Transcende ao fato de estar bem amorosamente,de ter conhecimento intelectual,de ser bonito, de pertencer a GALERA,de ser simpático,de ter posses econômicas,de pertencer a uma família bem estruturada,e outras ilusões a mais.
Ser dona de si está acima, até, da somatória de todas as possibilidades acima enumerada. Não é raro quedarmos abismados diante de pessoas que têm tudo e ao mesmo tempo demonstrarem total insatisfação consigo mesmas.
Creio que ser dona de si, pertence a um mundo que não tem linearidade temporal.Um mundo feito de momentos fugidios da consciência, momentos de raro prazer total.
Que não se envergonhem aqueles que buscam a vida inteira encontrar o equilíbrio. Que não se envergonhem aqueles que oscilam de humor, que somatizam as dores da alma. Que não se envergonhem aqueles que não se sentem bem ajustados no papel que sonharam ser a felicidade, a razão de ser.
Ser dona de si é mais uma tentativa de busca de um momento de real prazer a se somar no mundo paralelo atemporal.
Ser dona de si está acima de algumas conquistas. Transcende ao fato de estar bem amorosamente,de ter conhecimento intelectual,de ser bonito, de pertencer a GALERA,de ser simpático,de ter posses econômicas,de pertencer a uma família bem estruturada,e outras ilusões a mais.
Ser dona de si está acima, até, da somatória de todas as possibilidades acima enumerada. Não é raro quedarmos abismados diante de pessoas que têm tudo e ao mesmo tempo demonstrarem total insatisfação consigo mesmas.
Creio que ser dona de si, pertence a um mundo que não tem linearidade temporal.Um mundo feito de momentos fugidios da consciência, momentos de raro prazer total.
Que não se envergonhem aqueles que buscam a vida inteira encontrar o equilíbrio. Que não se envergonhem aqueles que oscilam de humor, que somatizam as dores da alma. Que não se envergonhem aqueles que não se sentem bem ajustados no papel que sonharam ser a felicidade, a razão de ser.
Ser dona de si é mais uma tentativa de busca de um momento de real prazer a se somar no mundo paralelo atemporal.
segunda-feira, 19 de março de 2012
COLETÂNEA XII
Hoje, especialmente hoje, não me reconheço.
Às vezes, não são os reveses da alma que nos levam a caminhos escuros.A dor física tem a capacidade de nos tornar emotivos e nos encerrar na moldura de carne e osso, de modo que nem o mais refinado e sensível poeta consiga nos alentar.
Hoje,só hoje vou deixar que as lágrimas me lavem o rosto sem a esperança da provável catarse. Hoje,só hoje serei refém do drama.
Porque amanhã resgatarei minha alma e darei a ela os primeiros raios de sol que se estenderão por todo o dia, até que a lua a presenteie com a liberdade.
Às vezes, não são os reveses da alma que nos levam a caminhos escuros.A dor física tem a capacidade de nos tornar emotivos e nos encerrar na moldura de carne e osso, de modo que nem o mais refinado e sensível poeta consiga nos alentar.
Hoje,só hoje vou deixar que as lágrimas me lavem o rosto sem a esperança da provável catarse. Hoje,só hoje serei refém do drama.
Porque amanhã resgatarei minha alma e darei a ela os primeiros raios de sol que se estenderão por todo o dia, até que a lua a presenteie com a liberdade.
segunda-feira, 12 de março de 2012
coletânea 11
Cada um tem seu jeito próprio de viver a vida, uma maneira única de reagir aos acontecimentos, e uma capacidade pessoal de fazer escolhas.
O importante é desenvolver, também, um modo peculiar de arcar com as consequências, sem que seja necessário usar o jeito do outro como responsável por suas mágoas e dores.
O importante é desenvolver, também, um modo peculiar de arcar com as consequências, sem que seja necessário usar o jeito do outro como responsável por suas mágoas e dores.
coletânea 11
COLETANEA 11
Cada um tem seu jeito próprio de viver a vida, uma maneira única de reagir aos acontecimentos, e uma capacidade pessoal de fazer escolhas.
O importante é desenvolver, também, um modo peculiar de arcar com as consequências, sem que seja necessário usar o jeito do outro como responsável por suas mágoas e dores.
Cada um tem seu jeito próprio de viver a vida, uma maneira única de reagir aos acontecimentos, e uma capacidade pessoal de fazer escolhas.
O importante é desenvolver, também, um modo peculiar de arcar com as consequências, sem que seja necessário usar o jeito do outro como responsável por suas mágoas e dores.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Sou Diva
Sou DIVA, somos DIVAS.
Quando cheguei à CONFRARIA era linha mal traçada.
A cada encontro, um acolhimento.
Um abraço, uma palavra, uma amiga.
Cada dor se diluía no entendimento
De mim mesma.
Vozes de peritos doadores,
Numa entrega de amor livre, edificante.
Operários de seus ideais
Semearam um SER em mim.
Hoje, Franco disfarçou as linhas
Desenhadas em meu rosto.
Huguette encontrou Greta Garbo em meu olhar.
Dado achou as madeixas que segurassem o chapéu.
Uns dias trabalhei de dentro para fora.
Hoje, de fora para dentro.
Sou DIVA porque, um dia, CELESTE DIVA
SONHOU.
ELZA MARIA
v
Quando cheguei à CONFRARIA era linha mal traçada.
A cada encontro, um acolhimento.
Um abraço, uma palavra, uma amiga.
Cada dor se diluía no entendimento
De mim mesma.
Vozes de peritos doadores,
Numa entrega de amor livre, edificante.
Operários de seus ideais
Semearam um SER em mim.
Hoje, Franco disfarçou as linhas
Desenhadas em meu rosto.
Huguette encontrou Greta Garbo em meu olhar.
Dado achou as madeixas que segurassem o chapéu.
Uns dias trabalhei de dentro para fora.
Hoje, de fora para dentro.
Sou DIVA porque, um dia, CELESTE DIVA
SONHOU.
ELZA MARIA
v
Estamos VIVOS!
Poucas vezes nos damos conta da grandiosidade deste pensamento tão óbvio.
A maior parte do tempo nos dedicamos aos afazeres. Nossa rotina é dar conta do recado que nós mesmos nos impusemos, cuidar dos negócios, da casa, dos filhos, dos amigos, do entretenimento. Sem esquecer-se do tempo gasto com as reclamações.
Mais algumas obviedades, não é?
O que não é evidente, é que vencemos dia após dia a batalha das nossas obrigações como se fôssemos autômatos e não nos damos conta. Nosso corpo denuncia, constantemente, o estado de vida nele latente nas dores de cabeça, na dor de coluna, na má digestão, na rinite alérgica, e em outras tantas manifestações, mas mesmo assim não nos damos conta.
Agimos como se tivéssemos nascido inevitavelmente para ficarmos doentes. Não! O estado natural do ser humano deve ser a Saúde!
Negligenciar as obrigações faz de nós seres irresponsáveis, o que nos deixaria mais doentes ainda. Assim qual seria a estratégia para darmos conta da tarefa e não adoecermos?
Reverenciar a VIDA!
Olhe-se no espelho, reconheça-se VIVO. Olhe para o lado reconheça e cultue a VIDA no seu amigo. Caminhe, mas faça de sua estrada o reconhecimento de cada detalhe, de cada planta, que também é um ser VIVO, troque gentilezas, diga BOM DIA! Deseje, sinceramente, o BEM a sua comunidade. Faça a sua parte em benefício de seu Planeta. Cuide de um animal. Ajude na sobrevivência digna de uma família desprovida de recursos.
Estar VIVO é participar do movimento generalizado da Vida.
E não se esqueça – SORRIA!
ELZA MARIA
Poucas vezes nos damos conta da grandiosidade deste pensamento tão óbvio.
A maior parte do tempo nos dedicamos aos afazeres. Nossa rotina é dar conta do recado que nós mesmos nos impusemos, cuidar dos negócios, da casa, dos filhos, dos amigos, do entretenimento. Sem esquecer-se do tempo gasto com as reclamações.
Mais algumas obviedades, não é?
O que não é evidente, é que vencemos dia após dia a batalha das nossas obrigações como se fôssemos autômatos e não nos damos conta. Nosso corpo denuncia, constantemente, o estado de vida nele latente nas dores de cabeça, na dor de coluna, na má digestão, na rinite alérgica, e em outras tantas manifestações, mas mesmo assim não nos damos conta.
Agimos como se tivéssemos nascido inevitavelmente para ficarmos doentes. Não! O estado natural do ser humano deve ser a Saúde!
Negligenciar as obrigações faz de nós seres irresponsáveis, o que nos deixaria mais doentes ainda. Assim qual seria a estratégia para darmos conta da tarefa e não adoecermos?
Reverenciar a VIDA!
Olhe-se no espelho, reconheça-se VIVO. Olhe para o lado reconheça e cultue a VIDA no seu amigo. Caminhe, mas faça de sua estrada o reconhecimento de cada detalhe, de cada planta, que também é um ser VIVO, troque gentilezas, diga BOM DIA! Deseje, sinceramente, o BEM a sua comunidade. Faça a sua parte em benefício de seu Planeta. Cuide de um animal. Ajude na sobrevivência digna de uma família desprovida de recursos.
Estar VIVO é participar do movimento generalizado da Vida.
E não se esqueça – SORRIA!
ELZA MARIA
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
COLETÂNEA ( 9 )
COLETÂNEA (9)
ELLa não sabia se deveria calar-se ou se deveria trazer a tona todos os males ocultados durante os últimos tempos. O incômodo era muito grande. A perspectiva de ser avaliada como louca a deixava pouco a vontade. Mas até que ponto qualquer crítica poderia trazer um desconforto maior do que aquele que já sentia?
Era intolerável ouvir os gritos, palavrões, o corre-corre atropelado daqueles três meninos totalmente à vontade com seus hábitos curtidos em desmandos. Para ELLA, neste caso, o seu silêncio era o pecado da omissão, da irresponsabilidade social.
Sabia que todos têm o direito de ir e vir, mas só não entendia o fato de ser ameaçada a parar nos tribunais, porque exigia que, num condomínio, sem área de lazer, as pessoas, todas elas, adultos e crianças se portassem como seres educados e trafegassem pelos corredores e escadarias de modo minimamente civilizado.
Omissão neste caso, para ELLA, era o sinônimo da banalização dos bons modos e costumes, e a este respeito tinha sua teoria. Os noticiários eram fartos de relatos em que o desrespeito de menores tem levado inúmeras pessoas à condição de vítimas fatais. Pais indignados sofrendo dores atrozes pela perda de seus filhos porque uma criança resolveu exterminar seus coleguinhas.
Até que ponto a responsabilidade por estas atrocidades não recai sobre os partícipes de uma sociedade doente que prefere jogar para debaixo do tapete seus incômodos a fazer valer seus direitos? Até que ponto, ao decidir comprar um tapa - ouvidos ao contrário de agir, ELLA não seria o exemplo que arrastava e estimulava os desvios de comportamentos saudáveis?
ELLA, não era mulher de escamoteação. Há muito aprendera a necessidade de ser objetiva, de ter atitudes e não seria agora, após tantos anos de elaboração do seu caráter pessoal e social que iria se deixar abater.
Era preciso documentar as queixas para dar validade ao seu depoimento. Não teve dúvidas, finalmente iria usar seu novo celular que reunia em si várias funções, entre elas tirar fotos de altíssima qualidade e filmar com precisão. Era só aguardar o momento em que o vulcão entrasse em erupção.
Embora ELLA já tivesse refletido muito e chegado a conclusão que fazia o que tinha que ser feito, ainda sentia certo desconforto, uma sensação de “ vou mexer no vespeiro” ,” vou sair dolorosamente picada “ ,“ Vou expor feridas alheias” e “ serei odiada para sempre”.
Seus temores e conflitos permaneceram, mas uma força interior, paradoxalmente, a impulsionava adiante. ..
Absorta em suas reflexões, foi abruptamente desperta com gritos e tropel. Aguardou uns instantes na tentativa de dar uma chance para que desistissem. Mas em vão!
A força da convicção atropelou seus receios e uma gigantesca energia a colocou em ação. Pegou seu telefone, desceu as escadas e foi direto ao alvo. Fotografou a sala de festa despertando objetos que ali estavam alojados de forma inoportuna depreciando a estética do ambiente que era o cartão de visitas do edifício. Uma sala cuja denominação já encerrava sua funcionalidade. Salão de festas. Jamais poderia ser considerada uma sala de depósito, nem mesmo que fosse momentâneo. O que não era o caso.
Acionou o dispositivo da câmera para vídeo e começou a filmar o corre- corre insano daquelas crianças, que ao vê-la não se intimidaram, ao contrário, o faziam de forma mais ostensiva. Mas de repente parecem ter notado a câmera em suas mãos. Um deles, o líder das brincadeiras inconvenientes, desgarrou-se da turma e dizendo estar com sede dirigiu-se para o elevador.
ELLA sabia que ele iria buscar um adulto conivente com seus atos para que viesse tomar sua defesa.
Era uma ameaça. Chegara o momento de separar a intenção da atitude. ELLA ,ao contrário de abalar-se, foi tomada por um sentimento de coragem alicerçada pela verdade; dupla que é capaz de sustentar o mundo.
Continuou filmando a bola, dois meninos filhos de inquilino e um primo que se hospedava na casa do líder. Eles não se intimidaram, talvez porque já aguardavam ajuda.
Neste momento a porta do elevador abriu-se. Dele saiu uma senhora, avó do líder, já questionando: O que foi agora, é proibido as crianças brincarem na recepção?
A outra senhora, a síndica, amiga da mulher mais velha disse” o que está acontecendo aqui?” Como se não tivesse sido alertada por ELLA a respeito daqueles fatos.
A cena era, no mínimo, ridícula. Gralhas afetadas em seus egos querendo fazer valer a força da autoridade. Mas não havia autoridade que desse àquela situação a ordem necessária.
O Fato provocava o esgarçar da consciência e a lembrança que, em outros tempos, quando o respeito era vigente, crianças não desafiavam o mundo adulto, pois estavam mais preocupadas em fazer comidinha na panelinha de brinquedo, ou entretidas no jogo bola de gude.
O passado passou e com ele levou a prudência, os bons modos, o respeito mútuo, o linguajar amistoso, a obediência às regras estabelecidas, a conversa esclarecedora e a vontade agregadora.
O passado levou consigo também as brincadeiras educativas sempre orientadas ou assistidas por um responsável adulto. Levou a segurança das ruas que permitia uma saudável disputa de bola Levou a paz dos corações!
ELLA refletia, filosofava, cismava, e seu coração se confundia. Ainda ouve o tropel. Ainda ouve a bola batendo nas paredes e nos carros ,ainda ouve os gritos que não refletem uma incontida emoção de brincadeira, mas sim um uivo que pede limites , e que clama por atenção.
ELZA MARIA
domingo, 8 de janeiro de 2012
COLETÂNEA ( 8 )
Ela se sentia num ambiente hostil. Estranho! Não era a primeira vez que se encontrava ali e sempre se sentira bem acolhida, mas algo havia definitivamente mudado. Seria Ela? Ou seriam as pessoas a sua volta?
Do estranhamento à constatação não demorou muito. As pessoas estavam diferentes, agitadas, irritadas, até mesmo grosseiras.
Para Ela, a priori, o importante era dar um tempo para que os outros se adaptassem a sua presença e sentissem que Ela estava em missão de paz. Mas “o inferno não era os outros”. Todos exerciam seus papéis convictos de suas realidades, somente ELA se encontrava desconfortável, como se vestisse uma roupa de número bem menor. Não identificava bem os sentimentos que a perturbavam.
A cada evento se evidenciava a aspereza no trato. Mesmo mudando o cenário, acrescentando mais figurantes, o comportamento daquelas pessoas continuava deixando transparecer seu incômodo. Nas conversações sempre havia um comentário irônico que falava por si só.
Estava difícil manter-se neutra, como se nada estivesse acontecendo. Seus sentimentos começaram a criar forma e a necessidade de nomeá-los era iminente e ao nomeá-los uma força tomou conta de seu ser. Um missionário com intenção pacífica é um perigo quando decide deflagrar a bandeira da ira.
Mas...a ira? Em nome do que? Desgastar os bons sentimentos formatados a peso de ouro em troca da má elaboração interior dos outros? “O inferno não é os outros” lembram-se?
Encontrar e enfrentar os próprios demônios era o desafio da consagração! Mesmo que fosse preciso retroceder e buscar a âncora, que deveria ser um lugar já sedimentado no campo mental, Ela o faria.
Desprezo mesclado ao apego, amor confundido com o ódio, a dor da perda, todos os sentimentos estavam em erupção. Era preciso bater em retirada antes que a lava invadisse e contaminasse os imaculados, porque havia neste meio os pobres de espírito, anjos que dormiam em paz.
Desafogados do desconforto que Ela causava, os outros voltaram a normalidade, ficaram amáveis repentinamente. Era como se o alívio de sua ida os trouxessem ao domínio de suas realidades. Que cada um cuidasse de seu inferno e curasse suas feridas, era a ordem do momento.
Hoje, no silêncio de seu santuário, Ela encontrou sua âncora. As duas sussurram, dialogam, trocam idéias harmoniosamente e concluem: O Inferno , assim como o Céu, está em cada um. A maturidade dará prevalência a um em detrimento ao outro. E que opte pela estratégica retirada aquele que tiver ao menos uma âncora que saiba atracar no paraíso. ELZA MARIA
sábado, 7 de janeiro de 2012
COLETÂNEA 7
Eu creio que é chegada a minha hora de falar sobre o ano que está prestes a acabar.
2011 foi o ano do renascimento literalmente !
Fisicamente nasci novamente, foi me consentido um milagre. Deste milagre recuperei minha FÉ. Desta FÉ abri um largo espaço p ara fazer presente muitos AMIGOS. Com estes AMIGOS aprendi que tudo é possível, principalmente SORRIR.
Ao SORRIR senti soltar as amarras dos pés ...e quadril e aprendi a dançar. Ao dançar aprendi a sentir a melodia que é capaz de me levar a catarse. E da catarse tornar possível a leveza. E é a LEVEZA que guiará meus passos no ano que se aproxima , 2012.
Aos amigos, todos os AMIGOS, eu desejo que o proximo ano seja o retorno de todo o benefício que me concederam enquanto me conduziram pelo caminho da reconquista e da pessoa melhor em que me tornei.
Um ande abraço saudoso. ELZA MARIA
2011 foi o ano do renascimento literalmente !
Fisicamente nasci novamente, foi me consentido um milagre. Deste milagre recuperei minha FÉ. Desta FÉ abri um largo espaço p ara fazer presente muitos AMIGOS. Com estes AMIGOS aprendi que tudo é possível, principalmente SORRIR.
Ao SORRIR senti soltar as amarras dos pés ...e quadril e aprendi a dançar. Ao dançar aprendi a sentir a melodia que é capaz de me levar a catarse. E da catarse tornar possível a leveza. E é a LEVEZA que guiará meus passos no ano que se aproxima , 2012.
Aos amigos, todos os AMIGOS, eu desejo que o proximo ano seja o retorno de todo o benefício que me concederam enquanto me conduziram pelo caminho da reconquista e da pessoa melhor em que me tornei.
Um ande abraço saudoso. ELZA MARIA
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