sexta-feira, 17 de abril de 2015

Bom dia!
Assim está o dia!
Mais um lindo dia de sol para nos convidar a espreitar a vida. Que o façamos com autoria.

domingo, 12 de outubro de 2014

O OUTRO



REFLEXÕES

Entendemos tão pouco acerca do outro! Mas a consciência deste fato não nos impede de analisar, criticar, condenar...


O outro é o outro. Está fora de nós. Tem seus próprios caminhos e suas mais recônditas inquietações, sobre as quais elucubramos, e queremos de toda maneira forjar uma maneira de ser que corresponda as nossas expectativas. Triste! Mas é o que a maioria de nós processa.
É libertador ter consciência que não dominamos sequer nossos conflitos, que dirá os alheios. Assim, vamos começar agora o processo de desapego do outro, deixar que ele siga sua trajetória em paz, e seja o soberano construtor de sua alegria sem ter que esbarrar na nossa incômoda energia controladora.
Ninguém deve nada a ninguém! Ninguém será condenado por atitudes que assumem como ser o seu melhor ato do momento. E nós queremos que o outro sofra as penas do inferno!
 Baseado em que julgamento nos sentimos assim? Na cartilha do certo e errado que aprendemos vida afora? Nos preceitos da nossa compreensão religiosa? Na moral que hoje obedece a um critério, mas que perde a validade com o passar do tempo? Pois é... Tudo muda! A vida tem seu movimento próprio, a sociedade e seus preceitos sofrem alterações a cada instante de um novo modelo proposto. Ficar parado esperando que o paradigma não se altere, é ingenuidade. Ingenuidade sua, minha, nossa!
Temos um “mundinho próprio” a zelar.
Este “mundinho”, sim, corre por nossa conta e risco. Nele somos o senhor e o vassalo, o pecador e o anjo e as contas que temos que pagar correm por conta da folha de pagamento chamada “crescimento”.  Dói? Claro que dói! Crescer dói! Por quê?
Porque gostamos de ficar na zona de conforto. Não queremos que nada, nem ninguém mexam no nosso castelo de areia. Mas, lembremos, castelo de areia qualquer brisa desmancha. Nem tenhamos a ilusão que conseguiremos construir uma fortaleza. Não há solo nem pedras que resistam à ação do tempo.
Verdades absolutas, nem relativas existem. Existe o homem e seu movimento em direção ao seu melhor naquele exato momento.




quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

2012/2013

Dei uma olhada em todas as fotos e postagens escritas no meu mural deste ano. Relembrei momentos muito bons e também, momentos tensos. Revi amigos do peito de anos e revi amigos que iniciaram uma forte teia amorosa em meu coração. Refiz laços de afeto com parentes que não via há anos. Descobri poetas que despertaram em mim emoções adormecidas; idealistas que me enfeitiçaram com sua crença na transformação positiva, regeneradora; contadores de história que fertilizaram minha imaginação;estudiosos do mundo transcendente que alimentaram minha fé na vida eterna e na validade de se entregar à leveza de alma; quedei-me surpresa diante de amigas entregues à doenças graves e não tão graves, mas sempre uma provação, e suas capacidades de superação; bailei ao sons mais diversos com parceiros de toda vida, e a eles estou liada mesmo que distante. A vida gira, gira... ora nos torna fracos, mas nos devolve fortalecidas para o próximo ciclo. É assim, sempre assim. Assim sempre foi. Esta viagem de 365 dias encheram minha alma de gratidão por todas as dores e alegrias, porque sem elas eu não teria dado um passo a frente. Um novo ciclo recomeça e eu estou convicta que por mais que eu permaneça neste mundo, o tempo será pouco demais para o tanto quanto anseio de aprendizagem, para o tanto que ainda tenho a dar de contribuição, para o tanto quanto quero conviver com meus familiares, ver crescer meus netos, curtir a vitória de minhas filhas e interagir com o crescimento do meu próprio ser. Respiro profundamente neste mágico instante em que os conflitos se fazem uma síntese perfeita harmônica, e abraço junto ao meu coração todos os fatos e pessoas que protagonizaram o meu maior desejo de que a Felicidade habite cada coração que faz parte de minha vida e me permitiram este instante de confissão. Beijos

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Reinício

Será que ainda há o que se dizer? A respeito de qualquer assunto tudo parece esgotado. Sentimentos, encontros, desencontros. Lealdade, traição. Moral, imoral.Certo, errado. Validade vencida para o inédito! Em meio ao clichê, o que se vislumbra é a reinvenção. Nada se perde, tudo se aproveita, mas de um modo diferente. Sempre foi assim? Naveguei até pouco tempo descobrindo, me indiganando, conformando, sentindo emoções instigadoras. De repente fez-se o marasmo, a mesmice. Uma chateação! A história que se iniciava para outro para mim já se sabia o desfecho, só o tom aos olhos do outro se pronunciava diferente. Pobre perspectiva. Era tudo a mema coisa ! Mas os fatos são cíclicos, e numa destas vertigens, deparei-me com o início do que antes pensei ser o fim. Uma emergência! Uma opressão antes sentida, compreendida, reconhecida, domada, tomou fôlego e me deixou sem ar. Como pode um ser ter certezas, entendimentos, domínio e assim, assim num piscar de olhos render-se ao inevitável: Algo precisa ser feito, como está não pode continuar, pois do contrário seria o convite aceito da entrega em vão. Tudo perdido, nada aprendido. Uma devassidão! Oca por dentro, visão no horizonte que é realmente finito. Se chegar, acabou. Céus, algo precisa ser feito! No turbilhão. No olho do furacão,descobri: A primeira casca caiu, uma nova derme precisa se acostumar com os raios do sol, Agora tudo é diferente, não porque o seja, mas porque assim o é na nova experiência.

domingo, 28 de outubro de 2012

O pleito acabou e creio que com lisura

O pleito acabou e creio que com lisura. Mas eu preciso falar com os partidários, cabos eleitorais e formadores de opinião. Em todo jogo há aqueles que se encontram em dúvida, ou , como queiram , em cima do muro. É UM FATO! Nenhum eleitor fica em cima do muro por opção. Na verdade ele passou por algum processo que o tornou descrente, e ele quer e precisa ser resgatado. Falo dos em cima do muro com um bom grau de conhecimento, mas que momentaneamente não se sentem representados por nenhum candidato. Não adianta discursos falaciosos, nem arroubos partidários, pois é, talvez, exatamente por isto, que eles se encontram na condição apolítica -. COISA HORRÍVEL-, desconfortável! É exatamente de vocês que o eleitor indeciso espera a luz no fim do túnel. Mas o que se vê , na verdade , é campanha de desmoralização dos adversários . Charges, caricaturas, acusações e desentendimentos graves entre partidários de posições contrárias. Amizades de longa data se rompem por se manifestarem favoráveis a um candidato que não seja o mesmo . Parece até atitude infantil, mas que, absolutamente, colabora com o esclarecimento que seu eleitor indeciso necessita. E seu voto pode fazer TODA a diferença. A linha que separa os candidatos quanto suas decisões pró sociedade como um todo, e os que lutam por interesse próprio e partidário, é tênue. O que é governar democraticamente? Até que ponto as atitudes de um candidato eleito estão isentas de conchavos, e até que ponto é conveniente para o bem geral fazer alianças entendidas como espúrias? O pleito acabou. Uns festejam, outros lamentam e outros, aguardam, os indecisos, aqueles que engrossaram a estatística dos votos NULOS. A estes cabe dizer: “E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José? e agora, você? você que é sem nome, que zomba dos outros, você que faz versos, que ama protesta, e agora, José? Está sem mulher, está sem discurso, está sem carinho, já não pode beber, já não pode fumar, cuspir já não pode, a noite esfriou, o dia não veio, o bonde não veio, o riso não veio, não veio a utopia e tudo acabou e tudo fugiu e tudo mofou, e agora, José? E agora, José? Sua doce palavra, seu instante de febre, sua gula e jejum, sua biblioteca, sua lavra de ouro, seu terno de vidro, sua incoerência, seu ódio - e agora? Com a chave na mão quer abrir a porta, não existe porta; quer morrer no mar, mas o mar secou; quer ir para Minas, Minas não há mais. José, e agora? Se você gritasse, se você gemesse, se você tocasse a valsa vienense, se você dormisse, se você cansasse, se você morresse… Mas você não morre, você é duro, José! Sozinho no escuro qual bicho-do-mato, sem teogonia, sem parede nua para se encostar, sem cavalo preto que fuja a galope, você marcha, José! José, pra onde?” – Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 6 de julho de 2012

OLHOS

Sempre soube que os olhos são o espelho da alma. Mas hoje sei que é muito mais que isto. Os OLHOS são o mais poderoso instrumento de perscrutação! O corpo humano é um complexo sofisticadíssimo, mas só damos valor às partes, à medida que as lesamos. Só sabe da importância da unha aquele que se vê desprovido dela. Dez dedos, dez unhas, porém a ausência de uma nos torna incapacitados para uma série de afazeres. Ao longo da vida aprendemos a valorizar este ou aquele órgão do nosso corpo, mas geralmente como consequência de algum desastre. Sabe do fígado o cirrótico, do coração o hipertenso, do pulmão o tabagista, e por aí afora. Dificilmente despertamos para a importância de um sentido de modo prazeroso. Mas descobri, dançando, numa vivência da BIODANZA, a benção da visão. Até então sabia que enxergava porque tivera a graça de não ser cega. Mas subestima-se este órgão, atribuindo- se a ele apenas o que nos torna capazes de enxergar. Enxergar é ver? Não só! Enxergar é, também, se sentir dotado de um farol capaz de sondar o mais profundo de nosso ser e enquanto se embrenha vai nos trazendo à consciência emoções impensadas. Estar com alguém e aceitar o desafio de trocar olhares, é sempre um caminho de muitos atalhos. Podemos encarar um olhar e apenas notar a cor dos olhos, ou nos perder em rubor, pois nos sentimos desnudas, ou nos sentirmos acuados pela sensação de autoridade, ou sentirmos firmar nossa identidade graças a chancela do parceiro, ou sentir uma explosão de lágrimas provocada pela emoção de um olhar perscrutador. O fato é que nunca se sai da mesma forma que se iniciou uma autêntica troca de olhares. Há sempre um acréscimo e uma lição a fazer ... descobrir o que aditar ao nosso perfil. A sensação é muito boa! Relatar esta experiência, é, com certeza, ter como resposta do nosso parceiro, a confirmação de nossas sensações. E perceber em contra partida o que o nosso olhar provocou no outro. A via é de mão dupla. Interessante é que somos muito sonegadores de nossos poderes, às vezes é preciso muitas vivências para registrarmos os efeitos alcançados. Nos perdemos em nosso casulo de proteção e não arredamos o pé na chance de galgar mais um patamar do auto conhecimento. Adiante, mas não diga depois que não dei a dica. Tente!