quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Reinício
Será que ainda há o que se dizer? A respeito de qualquer assunto tudo parece esgotado.
Sentimentos, encontros, desencontros. Lealdade, traição. Moral, imoral.Certo, errado. Validade vencida para o inédito!
Em meio ao clichê, o que se vislumbra é a reinvenção. Nada se perde, tudo se aproveita, mas de um modo diferente. Sempre foi assim?
Naveguei até pouco tempo descobrindo, me indiganando, conformando, sentindo emoções instigadoras. De repente fez-se o marasmo, a mesmice. Uma chateação!
A história que se iniciava para outro para mim já se sabia o desfecho, só o tom aos olhos do outro se pronunciava diferente. Pobre perspectiva. Era tudo a mema coisa !
Mas os fatos são cíclicos, e numa destas vertigens, deparei-me com o início do que antes pensei ser o fim.
Uma emergência!
Uma opressão antes sentida, compreendida, reconhecida, domada, tomou fôlego e me deixou sem ar. Como pode um ser ter certezas, entendimentos, domínio e assim, assim num piscar de olhos render-se ao inevitável: Algo precisa ser feito, como está não pode continuar, pois do contrário seria o convite aceito da entrega em vão. Tudo perdido, nada aprendido. Uma devassidão!
Oca por dentro, visão no horizonte que é realmente finito. Se chegar, acabou.
Céus, algo precisa ser feito!
No turbilhão. No olho do furacão,descobri:
A primeira casca caiu, uma nova derme precisa se acostumar com os raios do sol,
Agora tudo é diferente, não porque o seja, mas porque assim o é na nova experiência.
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