quarta-feira, 21 de setembro de 2011

 BIODANZA- Dança da vida
Sou BIODANZEIRA!
-Escola onde se aprende a dançar?
-Não! Momento em que se Aprende a Viver!
-Para viver não basta nascer?
-A escolha é de cada um: Nascer e seguir pelo tempo. Ou, Nascer e Viver com intensidade cada instante. Sentir a importância do passado na construção de Quem Sou AGORA e Entregar-se ao Futuro que a Deus pertence. Mas sendo eu, aquela a quem Ele concedeu o direito de abrir a caixa de cada dia, darei autoria a cada gesto.
-Há um anjo que nos guia nesta prática: Forte, Presente, Ausente, Mestre, Aprendiz, Jovem, sempre Jovem, Amigo, Democrata, Déspota, Coração grande. Mas em qualquer persona só soma, nunca subtrai. Sem esta Mão Forte, nada seria possível! Então eu a reverencio, como só seria viável a uma grande Sacerdotisa.
-Como trabalha o Anjo?
-Visitantes são conduzidos pelo Anjo cicerone às profundezas de si mesmos em busca de entendimento para as dores da alma. Aquele que nasce para além do consumo do tempo, preocupa-se em desvendar as raízes de sua fragilidade e ao identificá-las, sente diluir o sentimento de pequenez e percebe agigantar-se a confiança, o poder, o amor, o perdão... e a sabedoria da gratidão.
-O Anjo usa como ferramenta, também, além de sua própria força já desenvolvida, composições melódicas criteriosamente selecionadas para cada jornada deste grande passeio que é a alma humana. Ao compasso das músicas, o Anjo dança divinamente e motiva os visitantes a fazerem o mesmo. E cada qual, a medida da flexibilidade conquistada, também dança
-O auge da experiência acontece quando a sacerdotisa, a música, a dança e os visitantes, entram em comunhão. É como se de repente todos entrassem no olho do furacão e fossem transportados para outra realidade sem definição de espaço e tempo. É quando vivências memoráveis eclodem: Firmar a identidade no tempo e espaço infinitos; exercitar a afetividade no abraço fraterno; expressar a ternura no beijo amigo; reconhecer a Força em si e chancelá-la na identificação da Força do outro de forma recíproca.
-Fortalecer a feminilidade, reconhecer no momento da magia que o mais importante é deixar claro que necessito do outro na mesma dimensão em que ofereço minha ajuda. Despertar para realidade de que a confiança é o alicerce que sustenta as relações, mas que necessita que a via seja de mão dupla para que haja verdadeira entrega.
-Na biodanza os momentos de prática são rápidos, porém intensos. Há ainda a hora em que o Anjo nos conduz no exercício da confissão. É neste instante em que a profundidade da prática se formata no mais requintado labor intelectual. É o ego organizando os sentimentos, é quando acontecem as analogias; quando o passado figura-se presente dando o remate a grande colcha de retalhos dos acontecimentos que, até então, nos parecia meros arranjos fortuitos da vida.
-Nenhum instante é mais importante que o outro. Nem a prática, nem a música, nem a confissão. Mas, sim, a soma de todas as partes, mais a entrega sincera de cada participante na luta para vencer a pequenez da inconsistência íntima. Este conjunto é o grande responsável pelo sucesso desta viagem.
-Nem todos conseguem aderir a esta vivência, e nem todos que principiam conseguem permanência. Ou porque não é a hora, ou porque não conseguem lidar com as próprias dificuldades, ou porque julgam não ser este o melhor caminho. Mas aqueles que assim decidem têm tido boas histórias para contar e o fazem com uma leveza invejável.
-Assim é a BIODANZA!
-Se quiser saber mais... É só VIVENDO!
ELZA MARIA CALDAS Giorgi

terça-feira, 13 de setembro de 2011

VERDADE

VERDADE
Vocábulo mais comprometedor não há. Entenda o sentido: Procedimento sincero, sem fingimento, o que está de acordo com o real, exatidão.
Quem pode garantir que passou a vida sem mentir?Ou somos daqueles que acham que só é mentira se for cabeluda!? Há pessoas que mentem tanto que acreditam estar falando a verdade, se empolgam em seu mundo fantasioso e aperfeiçoam as artimanhas a cada dia. Trata-se de pessoas cuja missão na vida é salvar a própria pele, e dane-se o resto do mundo.
Sabe aquela história de quem conta um conto aumenta um ponto?Isto é faltar com a exatidão dos fatos, o que significa MENTIR, faltar com a verdade. Geralmente quem utiliza desta estratégia sente necessidade de voltar os holofotes para si, quer ser sempre o último a opinar e, com certeza, junto às picantes inserções acompanham gestos dramáticos ou cômicos. Neste caso, o mentiroso não se preocupa com os danos decorrentes de sua irresponsabilidade, e coloca suas vítimas em maus-lençóis.
Os mentirosos sabem que mentem? Claro que sabem!Têm consciência que este ato causa constrangimento e que é passível de punição, no entanto, continuam a provocar situações embaraçosas. A mentira torna-se tão recorrente que vira vício. Mas, quando colocados em xeque,principalmente se houver platéia, pedirão desculpas e tentarão justificar seus atos. Passado o susto voltarão a praticar o mesmo delito.
O comportamento do mentiroso acaba inspirando outros indivíduos a faltarem com a verdade. Isto acontece, talvez, pela ausência de reprimenda, ou pela demora em detectar as tramas dos fingidores, ou pela aura de glamour que os envolve. Sim, glamour! Primeiro que o mentiroso conhece todas as pessoas, sabe nome, sobrenome, e a vida de cada um de seu meio, e é detentor dos fatos mais íntimos e comprometedores; ora, isto tem lá seu preço e seu charme. As pessoas, às vezes, preferem estar com o mentiroso a se tornar, também, sua vítima. Como se o mentiroso se preocupasse em salvar alguém de sua maledicência
Ainda existem pessoas que acreditam na verdade, mas na grande maioria percebe-se que ela foi subjugada pela mentira. O pior é notar o total descaso em readquirir esta virtude. Dentre as qualidades, a Verdade, deveria ser incansavelmente ensinada e praticada, pois é um dos pilares em que se sustenta a relação interpessoal. O convívio salutar já se encontra fragilizado e se somar a esta condição o vício da mentira realmente enfrentaremos o caos.
Na verdade, todos nós mentimos, e sempre para não sermos punidos. Achamos que é uma omissão. Estufamos o peito e dizemos: Eu não menti, só omiti. E pior, ficamos de alma lavada, como se o código da verdade aceitasse este item como regra. Enquanto conceito não aceita mesmo, infelizmente, no que diz respeito a comportamento é usual.
Mas quando iremos entender que o ideal é agirmos de acordo com a definição e com a ética? Que o mundo seria melhor se conseguíssemos ser transparentes em nossas atitudes? Utopia! Bem sei... Entre a expectativa e a realidade há uma diferença abissal!
Reflexões, reflexões... Gosto disto! A cada linha escrita, a cada idéia maturada eu me reconheço; às vezes... Desconheço! Mesmo assim, vale a revisão, a proposta, a vigilância e por que não, algumas vitórias?
Penso em voz alta porque escrevo, mas sei que tenho um interlocutor. É dele que quero ouvir, mesmo que por escrito, o grito da concordância/ discordância. Quero mexer com o contextualizado e descobrir novos caminhos por onde possam seguir meus pés. Tenho sede de renovação!Esta é a mais pura VERDADE.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

AMOR

Um novo vocábulo e tão, ou mais, comprometedor em sua conceituação.
Sob que perspectiva abordar esse sentimento complexo?. Relação pais e filhos?. O amor entre um homem e uma mulher?.Ou entre o homem e várias mulheres?. Também é possível o amor só entre os homens, ou só entre as mulheres?. O amor das avós por seus netos?A afeição entre amigos? Será possível que haja vários tipos de amor?.Diante de tantas possibilidades já me sinto desafiada.
Amor é um sentimento que não pode ser esfacelado. Quem ama, AMA!
Não há como amar mais ou menos por tratar-se desta ou daquela relação. Amor é um sentimento Universal, não varia de acordo com a cultura nem pode possuir uma gradação. Também não é possível amar hoje e amanhã não sentir mais nada. Se assim o disserem é porque não entenderam este sentimento e será mais um a colaborar com a banalização do entendimento deste afeto.
O amor verdadeiramente sentido é estável, pacificador, conciliador, não é dado a rompantes. Quem ama não sofre. Os que sofrem de amor são na verdade desequilibrados e passam a vida acreditando que amou um dia.
É simples... Se você nutre este sentimento, verdadeiramente, poderá conviver entre seus maiores desafetos demonstrando um comportamento respeitoso e sem nenhum constrangimento interior, porque não haverá espaço para o desconforto, já que o amor se incumbirá de arrebatar docemente a razão, a emoção, e dotará a consciência da sabedoria que o vazio da incompreensão foi preenchido pela nobreza do amor.
Com certeza o sentimento de amor não pode ser imposto. Antes, é uma conquista. Começa como uma semente que cai na terra e devagarzinho vai se infiltrando e processando o que, a princípio, é a esperança de uma flor. E quando finalmente firma as primeiras raízes, e se espalha pelo solo, deixa de ser promessa e se individualiza. Aí então, sentimento sentido, selado, santificado, que uma vez brotado tem maiores possibilidades de se multiplicar.
Creio firmemente que uma vez experimentado este sentimento nos tornamos mais humanos e por onde quer que passemos, com quem quiser que convivamos, sentiremos uma doce e indelével ternura. Claro que não estaremos imunizados contra os rancores, mágoas, desafetos e tantos outros sentimentos não nobres, mas, com certeza, não haveremos de permanecer neste estado a ponto de sua maturação. Estaremos mais inclinados à busca de entendimento e mais fortes para romper as barreiras do preconceito.
O amor não nos torna “santos “mas nos aproxima de DEUS.

ELZA GIORGI