BIODANZA- Dança da vida
Sou BIODANZEIRA!
-Escola onde se aprende a dançar?
-Não! Momento em que se Aprende a Viver!
-Para viver não basta nascer?
-A escolha é de cada um: Nascer e seguir pelo tempo. Ou, Nascer e Viver com intensidade cada instante. Sentir a importância do passado na construção de Quem Sou AGORA e Entregar-se ao Futuro que a Deus pertence. Mas sendo eu, aquela a quem Ele concedeu o direito de abrir a caixa de cada dia, darei autoria a cada gesto.
-Há um anjo que nos guia nesta prática: Forte, Presente, Ausente, Mestre, Aprendiz, Jovem, sempre Jovem, Amigo, Democrata, Déspota, Coração grande. Mas em qualquer persona só soma, nunca subtrai. Sem esta Mão Forte, nada seria possível! Então eu a reverencio, como só seria viável a uma grande Sacerdotisa.
-Como trabalha o Anjo?
-Visitantes são conduzidos pelo Anjo cicerone às profundezas de si mesmos em busca de entendimento para as dores da alma. Aquele que nasce para além do consumo do tempo, preocupa-se em desvendar as raízes de sua fragilidade e ao identificá-las, sente diluir o sentimento de pequenez e percebe agigantar-se a confiança, o poder, o amor, o perdão... e a sabedoria da gratidão.
-O Anjo usa como ferramenta, também, além de sua própria força já desenvolvida, composições melódicas criteriosamente selecionadas para cada jornada deste grande passeio que é a alma humana. Ao compasso das músicas, o Anjo dança divinamente e motiva os visitantes a fazerem o mesmo. E cada qual, a medida da flexibilidade conquistada, também dança
-O auge da experiência acontece quando a sacerdotisa, a música, a dança e os visitantes, entram em comunhão. É como se de repente todos entrassem no olho do furacão e fossem transportados para outra realidade sem definição de espaço e tempo. É quando vivências memoráveis eclodem: Firmar a identidade no tempo e espaço infinitos; exercitar a afetividade no abraço fraterno; expressar a ternura no beijo amigo; reconhecer a Força em si e chancelá-la na identificação da Força do outro de forma recíproca.
-Fortalecer a feminilidade, reconhecer no momento da magia que o mais importante é deixar claro que necessito do outro na mesma dimensão em que ofereço minha ajuda. Despertar para realidade de que a confiança é o alicerce que sustenta as relações, mas que necessita que a via seja de mão dupla para que haja verdadeira entrega.
-Na biodanza os momentos de prática são rápidos, porém intensos. Há ainda a hora em que o Anjo nos conduz no exercício da confissão. É neste instante em que a profundidade da prática se formata no mais requintado labor intelectual. É o ego organizando os sentimentos, é quando acontecem as analogias; quando o passado figura-se presente dando o remate a grande colcha de retalhos dos acontecimentos que, até então, nos parecia meros arranjos fortuitos da vida.
-Nenhum instante é mais importante que o outro. Nem a prática, nem a música, nem a confissão. Mas, sim, a soma de todas as partes, mais a entrega sincera de cada participante na luta para vencer a pequenez da inconsistência íntima. Este conjunto é o grande responsável pelo sucesso desta viagem.
-Nem todos conseguem aderir a esta vivência, e nem todos que principiam conseguem permanência. Ou porque não é a hora, ou porque não conseguem lidar com as próprias dificuldades, ou porque julgam não ser este o melhor caminho. Mas aqueles que assim decidem têm tido boas histórias para contar e o fazem com uma leveza invejável.
-Assim é a BIODANZA!
-Se quiser saber mais... É só VIVENDO!
ELZA MARIA CALDAS Giorgi