sexta-feira, 30 de março de 2012

COLETÂNEA XV

As vezes sinto saudade das pessoas com quem convivi num clima amistoso e a quem dediquei minhas melhores energias. Sinto saudade do sentimento de confiança que invadia a minha alma. Eu pensava que aquela sensação fosse para sempre, mas eu sei muito pouco da vida, das pessoas, de mim mesma.Como por encanto estas pessoas desapareceram. É verdade que outras grandes pessoas povoaram meu cenário. Mas minha alma pergunta: Por que todas as pessoas não podem figurar no meu espaço ao mesmo tempo?
A vocês que vivem suas vidas em outro espaço e tempo, eu as convido para, nesta noite , brindarmos com uma taça de vinho , ou de água, o tempo que se foi, e a lembrança que vivemos , naquele tempo, a melhor época de nossas vidas

COLETÂNEA XIV

Elza Giorgi
há ± 1 hora

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No meu mundo ideal todas as pessoas são muito semelhantes, capazes de identificar de modo fidedigno o vazio de seu par e preencher o espaço de uma dor com o calor de seu amor .
No meu mundo ideal se fala uma única língua, todos se veem libertos do obstáculo da pluralidade de comunicação, e até se entendem num fugaz olhar.
No meu mundo ideal a verdade não é uma opção, mas é a única conduta viável.
No meu mundo ideal fazer uso da proximidade a uma personalidade é apenas uma maneira de homenagea-la e nunca uma forma de se promover.
No meu mundo ideal todas as pessoas reverenciam a sabedoria do mais velhos,pois nela se reconhece as milhas percorridas e o suor derramado para a armazenagem do conhecimento a ser transmitido.
No meu mundo ideal a vilania dá espaço para a competência.
E, finalmente , no meu mundo ideal se privilegia a amizade que se formata no silêncio do ,quase, anonimato

domingo, 25 de março de 2012

COLETÂNIA XIII

Elza Giorgi


Ser dona de si está acima de algumas conquistas. Transcende ao fato de estar bem amorosamente,de ter conhecimento intelectual,de ser bonito, de pertencer a GALERA,de ser simpático,de ter posses econômicas,de pertencer a uma família bem estruturada,e outras ilusões a mais.
Ser dona de si está acima, até, da somatória de todas as possibilidades acima enumerada. Não é raro quedarmos abismados diante de pessoas que têm tudo e ao mesmo tempo demonstrarem total insatisfação consigo mesmas.
Creio que ser dona de si, pertence a um mundo que não tem linearidade temporal.Um mundo feito de momentos fugidios da consciência, momentos de raro prazer total.
Que não se envergonhem aqueles que buscam a vida inteira encontrar o equilíbrio. Que não se envergonhem aqueles que oscilam de humor, que somatizam as dores da alma. Que não se envergonhem aqueles que não se sentem bem ajustados no papel que sonharam ser a felicidade, a razão de ser.
Ser dona de si é mais uma tentativa de busca de um momento de real prazer a se somar no mundo paralelo atemporal.

segunda-feira, 19 de março de 2012

COLETÂNEA XII

Hoje, especialmente hoje, não me reconheço.
Às vezes, não são os reveses da alma que nos levam a caminhos escuros.A dor física tem a capacidade de nos tornar emotivos e nos encerrar na moldura de carne e osso, de modo que nem o mais refinado e sensível poeta consiga nos alentar.
Hoje,só hoje vou deixar que as lágrimas me lavem o rosto sem a esperança da provável catarse. Hoje,só hoje serei refém do drama.
Porque amanhã resgatarei minha alma e darei a ela os primeiros raios de sol que se estenderão por todo o dia, até que a lua a presenteie com a liberdade.

segunda-feira, 12 de março de 2012

coletânea 11

Cada um tem seu jeito próprio de viver a vida, uma maneira única de reagir aos acontecimentos, e uma capacidade pessoal de fazer escolhas.
O importante é desenvolver, também, um modo peculiar de arcar com as consequências, sem que seja necessário usar o jeito do outro como responsável por suas mágoas e dores.

coletânea 11

COLETANEA 11
Cada um tem seu jeito próprio de viver a vida, uma maneira única de reagir aos acontecimentos, e uma capacidade pessoal de fazer escolhas.
O importante é desenvolver, também, um modo peculiar de arcar com as consequências, sem que seja necessário usar o jeito do outro como responsável por suas mágoas e dores.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Sou Diva

Sou DIVA, somos DIVAS.
Quando cheguei à CONFRARIA era linha mal traçada.
A cada encontro, um acolhimento.
Um abraço, uma palavra, uma amiga.
Cada dor se diluía no entendimento
De mim mesma.
Vozes de peritos doadores,
Numa entrega de amor livre, edificante.
Operários de seus ideais
Semearam um SER em mim.
Hoje, Franco disfarçou as linhas
Desenhadas em meu rosto.
Huguette encontrou Greta Garbo em meu olhar.
Dado achou as madeixas que segurassem o chapéu.
Uns dias trabalhei de dentro para fora.
Hoje, de fora para dentro.
Sou DIVA porque, um dia, CELESTE DIVA
SONHOU.
ELZA MARIA


v
Estamos VIVOS!
Poucas vezes nos damos conta da grandiosidade deste pensamento tão óbvio.
A maior parte do tempo nos dedicamos aos afazeres. Nossa rotina é dar conta do recado que nós mesmos nos impusemos, cuidar dos negócios, da casa, dos filhos, dos amigos, do entretenimento. Sem esquecer-se do tempo gasto com as reclamações.
Mais algumas obviedades, não é?
O que não é evidente, é que vencemos dia após dia a batalha das nossas obrigações como se fôssemos autômatos e não nos damos conta. Nosso corpo denuncia, constantemente, o estado de vida nele latente nas dores de cabeça, na dor de coluna, na má digestão, na rinite alérgica, e em outras tantas manifestações, mas mesmo assim não nos damos conta.
Agimos como se tivéssemos nascido inevitavelmente para ficarmos doentes. Não! O estado natural do ser humano deve ser a Saúde!
Negligenciar as obrigações faz de nós seres irresponsáveis, o que nos deixaria mais doentes ainda. Assim qual seria a estratégia para darmos conta da tarefa e não adoecermos?
Reverenciar a VIDA!
Olhe-se no espelho, reconheça-se VIVO. Olhe para o lado reconheça e cultue a VIDA no seu amigo. Caminhe, mas faça de sua estrada o reconhecimento de cada detalhe, de cada planta, que também é um ser VIVO, troque gentilezas, diga BOM DIA! Deseje, sinceramente, o BEM a sua comunidade. Faça a sua parte em benefício de seu Planeta. Cuide de um animal. Ajude na sobrevivência digna de uma família desprovida de recursos.
Estar VIVO é participar do movimento generalizado da Vida.
E não se esqueça – SORRIA!
ELZA MARIA