Muitas emoções! Andei sobre um fio de aço atravessando bons metros. Abaixo só se avistava as águas do oceano. Senti frio na barriga, mas me mantive firme, claro que o perigo era constante, às vezes a fatalidade quase se consumava. Saí ilesa. Melhor, saí fortalecida!
Identifiquei-me e deixei escapar com coragem e confiança, uma virtude que reconheço em mim: ELZA MARIA- GUERREIRA!
Energizei minhas ...mãos que se confundiam com outras, e dali saiu uma poção mágica. Tão mágica capaz de levantar Lázaro.Mas este milagre deixei o mérito a Quem o merece!
Não ressucitei Lázaro! Mas doei essa energia boa a quem de direito. Doei, mas não fiquei sem, porque a força se renovava a medida em que era transmitida.
Depois dancei, dancei, dancei. Dançamos!
É chegada a hora da partida! Não há dor, porque estar longe não minimiza a sensação da presença.
Comemoramos ! Ainda trouxe para casa um pouco menos do que a metade de uma garrafa de vinho branco espumante. ELZA MARIA
domingo, 18 de dezembro de 2011
Coletânea 5
Segunda foi um dia especialíssimo! Minha neta formou-se. Depois de muitos anos de formação na Escola Comunitária, agora passa a cursar o colegial em outra Instituição.
Está uma jovem linda e pediu-me de presente um LIVRO. Vejam vocês! Dou-lhe uma biblioteca inteira. Ela lê, ela GOSTA de ler!
Aos professores que contribuiram no desenvolvimento ao deste salutar hábito, parabéns!
E parabéns a todos nós a quem ela sempre surpreendeu absortos numa boa leitura.
DEUS a protegerá para sempre,claro que não fazendo o serviço por ela, mas capacitando-a para soluciona-lós de forma saudavél.
Obrigada aos muitos amigos a quem posso dividir esta alegria.
Obrigada a minha filha que soube dar a Ana Carolina bases sólidas para um bom desenvolvimento.
E obrigado a minha netinha por dar tanta alegria a vovó.Beijos.
Está uma jovem linda e pediu-me de presente um LIVRO. Vejam vocês! Dou-lhe uma biblioteca inteira. Ela lê, ela GOSTA de ler!
Aos professores que contribuiram no desenvolvimento ao deste salutar hábito, parabéns!
E parabéns a todos nós a quem ela sempre surpreendeu absortos numa boa leitura.
DEUS a protegerá para sempre,claro que não fazendo o serviço por ela, mas capacitando-a para soluciona-lós de forma saudavél.
Obrigada aos muitos amigos a quem posso dividir esta alegria.
Obrigada a minha filha que soube dar a Ana Carolina bases sólidas para um bom desenvolvimento.
E obrigado a minha netinha por dar tanta alegria a vovó.Beijos.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
coletânea- (4)
COLETÂNEA- (4)
Uma estrela formada por três mulheres varreu o espaço sideral e deixou um rastro de amor que banhou a Terra...
ELZA GIORGI
Uma estrela formada por três mulheres varreu o espaço sideral e deixou um rastro de amor que banhou a Terra...
ELZA GIORGI
COLETÂNEA (3)
Coletânea- (3)
Sinto uma inquietação no ar...Um sentimento áspero que me remete ao passado, e, como flashes, vejo cenas que poderiam ter sido, mas não foram...O não ter sido me enche de melancolia! Perdi o último trem. O próximo não adianta, perdeu a exatidão. Os passageiros não serão os mesmos, e os minutos serão outros, carregados de sua própria história.
Sempre soube, mas antes não doera!...
ELZA GIORGI
Coletânea- (3)
Sinto uma inquietação no ar...Um sentimento áspero que me remete ao passado, e, como flashes, vejo cenas que poderiam ter sido, mas não foram...O não ter sido me enche de melancolia! Perdi o último trem. O próximo não adianta, perdeu a exatidão. Os passageiros não serão os mesmos, e os minutos serão outros, carregados de sua própria história.
Sempre soube, mas antes não doera!...
ELZA GIORGI
Sinto uma inquietação no ar...Um sentimento áspero que me remete ao passado, e, como flashes, vejo cenas que poderiam ter sido, mas não foram...O não ter sido me enche de melancolia! Perdi o último trem. O próximo não adianta, perdeu a exatidão. Os passageiros não serão os mesmos, e os minutos serão outros, carregados de sua própria história.
Sempre soube, mas antes não doera!...
ELZA GIORGI
Coletânea- (3)
Sinto uma inquietação no ar...Um sentimento áspero que me remete ao passado, e, como flashes, vejo cenas que poderiam ter sido, mas não foram...O não ter sido me enche de melancolia! Perdi o último trem. O próximo não adianta, perdeu a exatidão. Os passageiros não serão os mesmos, e os minutos serão outros, carregados de sua própria história.
Sempre soube, mas antes não doera!...
ELZA GIORGI
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Coletâneas ( 2 )
COLETÂNEAS ( 2 )
Um causo que me contaram agorinha.
Era uma vez uma floresta muuiitto grande e viçosa que abrigava as mais diferentes espécies de animais.
Elefantes, Leões, Tigres, Macacos, Zebras, Cobras, Ratazanas, Formigas e muitos Pássaros.
Certo dia os animais perceberam no ar um cheiro de fumaça. Pouco tempo se passou e, o que era mera suposição, acabou em real constatação.
Foi um pega pra capá. Leão correndo, Tigres se atropelando. Elefantes fazendo tremer a terra com as toneladas de seus passos. Formiguinhas sendo esmagadas no tropel alucinado.
Os animais procuravam abrigo, claro, na antítese do Fogo- na Água. Perto da floresta havia um lago e para lá se dirigiam todos. No meio da confusão o Macaco, esperto como ele só, reparava em tudo, não deixava escapar nenhum detalhe.
Foi quando viu um beija- flor que voava para o lago, abastecia seu bico de água e voava para jogá-la em meio às labaredas. E repetia esta cena incansavelmente.
Certa hora o macaco não se conteve e disse:
- Beija- Flor, perdeu o juízo? Você crê que vai conseguir apagar o fogo com este micro suprimento de água?
Com muita docilidade o Beija flor respondeu:
- Se vou apagar o Fogo, não sei. Mas estou fazendo a Minha Parte!
ELZA GIORGI
Um causo que me contaram agorinha.
Era uma vez uma floresta muuiitto grande e viçosa que abrigava as mais diferentes espécies de animais.
Elefantes, Leões, Tigres, Macacos, Zebras, Cobras, Ratazanas, Formigas e muitos Pássaros.
Certo dia os animais perceberam no ar um cheiro de fumaça. Pouco tempo se passou e, o que era mera suposição, acabou em real constatação.
Foi um pega pra capá. Leão correndo, Tigres se atropelando. Elefantes fazendo tremer a terra com as toneladas de seus passos. Formiguinhas sendo esmagadas no tropel alucinado.
Os animais procuravam abrigo, claro, na antítese do Fogo- na Água. Perto da floresta havia um lago e para lá se dirigiam todos. No meio da confusão o Macaco, esperto como ele só, reparava em tudo, não deixava escapar nenhum detalhe.
Foi quando viu um beija- flor que voava para o lago, abastecia seu bico de água e voava para jogá-la em meio às labaredas. E repetia esta cena incansavelmente.
Certa hora o macaco não se conteve e disse:
- Beija- Flor, perdeu o juízo? Você crê que vai conseguir apagar o fogo com este micro suprimento de água?
Com muita docilidade o Beija flor respondeu:
- Se vou apagar o Fogo, não sei. Mas estou fazendo a Minha Parte!
ELZA GIORGI
COLETÂNEAS ( 1 )
COLETÂNEAS ( 1 )
Hoje eu acordei abençoada. De uma montanha bem alta lá do topo, eu vi um VALE. Dentro deste Vale vi uma multidão feliz, cada qual cumprindo o ofício do dia. Em seus semblantes havia um sorriso. Não uma gargalhada. De dentro deles emanava um abundante fluido de cooperação. E unidos, como se fora uma única massa, reinava o amor que cheirava a cravo.
Cada um em sua tarefa, mas sem negligenciar a necessidade do seu próximo. Eram felizes!
Não eram todos iguais! Uns pensavam de maneira diferente do outro. Mas em todos havia o compromisso de Honrar a Vida. A dignidade que não tem barreiras, porque é Divina.
ELZA GIORGI
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
prefacio: Aprendendo a despedir.
prefacio: Aprendendo a despedir.: Cada vez mais ficamos entulhados de assuntos e lembranças desconectadas com a proposta do nosso mundo. Pensamos ter um acervo de vida e man...
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
BIODANZA- Dança da vida
Sou BIODANZEIRA!
-Escola onde se aprende a dançar?
-Não! Momento em que se Aprende a Viver!
-Para viver não basta nascer?
-A escolha é de cada um: Nascer e seguir pelo tempo. Ou, Nascer e Viver com intensidade cada instante. Sentir a importância do passado na construção de Quem Sou AGORA e Entregar-se ao Futuro que a Deus pertence. Mas sendo eu, aquela a quem Ele concedeu o direito de abrir a caixa de cada dia, darei autoria a cada gesto.
-Há um anjo que nos guia nesta prática: Forte, Presente, Ausente, Mestre, Aprendiz, Jovem, sempre Jovem, Amigo, Democrata, Déspota, Coração grande. Mas em qualquer persona só soma, nunca subtrai. Sem esta Mão Forte, nada seria possível! Então eu a reverencio, como só seria viável a uma grande Sacerdotisa.
-Como trabalha o Anjo?
-Visitantes são conduzidos pelo Anjo cicerone às profundezas de si mesmos em busca de entendimento para as dores da alma. Aquele que nasce para além do consumo do tempo, preocupa-se em desvendar as raízes de sua fragilidade e ao identificá-las, sente diluir o sentimento de pequenez e percebe agigantar-se a confiança, o poder, o amor, o perdão... e a sabedoria da gratidão.
-O Anjo usa como ferramenta, também, além de sua própria força já desenvolvida, composições melódicas criteriosamente selecionadas para cada jornada deste grande passeio que é a alma humana. Ao compasso das músicas, o Anjo dança divinamente e motiva os visitantes a fazerem o mesmo. E cada qual, a medida da flexibilidade conquistada, também dança
-O auge da experiência acontece quando a sacerdotisa, a música, a dança e os visitantes, entram em comunhão. É como se de repente todos entrassem no olho do furacão e fossem transportados para outra realidade sem definição de espaço e tempo. É quando vivências memoráveis eclodem: Firmar a identidade no tempo e espaço infinitos; exercitar a afetividade no abraço fraterno; expressar a ternura no beijo amigo; reconhecer a Força em si e chancelá-la na identificação da Força do outro de forma recíproca.
-Fortalecer a feminilidade, reconhecer no momento da magia que o mais importante é deixar claro que necessito do outro na mesma dimensão em que ofereço minha ajuda. Despertar para realidade de que a confiança é o alicerce que sustenta as relações, mas que necessita que a via seja de mão dupla para que haja verdadeira entrega.
-Na biodanza os momentos de prática são rápidos, porém intensos. Há ainda a hora em que o Anjo nos conduz no exercício da confissão. É neste instante em que a profundidade da prática se formata no mais requintado labor intelectual. É o ego organizando os sentimentos, é quando acontecem as analogias; quando o passado figura-se presente dando o remate a grande colcha de retalhos dos acontecimentos que, até então, nos parecia meros arranjos fortuitos da vida.
-Nenhum instante é mais importante que o outro. Nem a prática, nem a música, nem a confissão. Mas, sim, a soma de todas as partes, mais a entrega sincera de cada participante na luta para vencer a pequenez da inconsistência íntima. Este conjunto é o grande responsável pelo sucesso desta viagem.
-Nem todos conseguem aderir a esta vivência, e nem todos que principiam conseguem permanência. Ou porque não é a hora, ou porque não conseguem lidar com as próprias dificuldades, ou porque julgam não ser este o melhor caminho. Mas aqueles que assim decidem têm tido boas histórias para contar e o fazem com uma leveza invejável.
-Assim é a BIODANZA!
-Se quiser saber mais... É só VIVENDO!
ELZA MARIA CALDAS Giorgi
terça-feira, 13 de setembro de 2011
VERDADE
VERDADE
Vocábulo mais comprometedor não há. Entenda o sentido: Procedimento sincero, sem fingimento, o que está de acordo com o real, exatidão.
Quem pode garantir que passou a vida sem mentir?Ou somos daqueles que acham que só é mentira se for cabeluda!? Há pessoas que mentem tanto que acreditam estar falando a verdade, se empolgam em seu mundo fantasioso e aperfeiçoam as artimanhas a cada dia. Trata-se de pessoas cuja missão na vida é salvar a própria pele, e dane-se o resto do mundo.
Sabe aquela história de quem conta um conto aumenta um ponto?Isto é faltar com a exatidão dos fatos, o que significa MENTIR, faltar com a verdade. Geralmente quem utiliza desta estratégia sente necessidade de voltar os holofotes para si, quer ser sempre o último a opinar e, com certeza, junto às picantes inserções acompanham gestos dramáticos ou cômicos. Neste caso, o mentiroso não se preocupa com os danos decorrentes de sua irresponsabilidade, e coloca suas vítimas em maus-lençóis.
Os mentirosos sabem que mentem? Claro que sabem!Têm consciência que este ato causa constrangimento e que é passível de punição, no entanto, continuam a provocar situações embaraçosas. A mentira torna-se tão recorrente que vira vício. Mas, quando colocados em xeque,principalmente se houver platéia, pedirão desculpas e tentarão justificar seus atos. Passado o susto voltarão a praticar o mesmo delito.
O comportamento do mentiroso acaba inspirando outros indivíduos a faltarem com a verdade. Isto acontece, talvez, pela ausência de reprimenda, ou pela demora em detectar as tramas dos fingidores, ou pela aura de glamour que os envolve. Sim, glamour! Primeiro que o mentiroso conhece todas as pessoas, sabe nome, sobrenome, e a vida de cada um de seu meio, e é detentor dos fatos mais íntimos e comprometedores; ora, isto tem lá seu preço e seu charme. As pessoas, às vezes, preferem estar com o mentiroso a se tornar, também, sua vítima. Como se o mentiroso se preocupasse em salvar alguém de sua maledicência
Ainda existem pessoas que acreditam na verdade, mas na grande maioria percebe-se que ela foi subjugada pela mentira. O pior é notar o total descaso em readquirir esta virtude. Dentre as qualidades, a Verdade, deveria ser incansavelmente ensinada e praticada, pois é um dos pilares em que se sustenta a relação interpessoal. O convívio salutar já se encontra fragilizado e se somar a esta condição o vício da mentira realmente enfrentaremos o caos.
Na verdade, todos nós mentimos, e sempre para não sermos punidos. Achamos que é uma omissão. Estufamos o peito e dizemos: Eu não menti, só omiti. E pior, ficamos de alma lavada, como se o código da verdade aceitasse este item como regra. Enquanto conceito não aceita mesmo, infelizmente, no que diz respeito a comportamento é usual.
Mas quando iremos entender que o ideal é agirmos de acordo com a definição e com a ética? Que o mundo seria melhor se conseguíssemos ser transparentes em nossas atitudes? Utopia! Bem sei... Entre a expectativa e a realidade há uma diferença abissal!
Reflexões, reflexões... Gosto disto! A cada linha escrita, a cada idéia maturada eu me reconheço; às vezes... Desconheço! Mesmo assim, vale a revisão, a proposta, a vigilância e por que não, algumas vitórias?
Penso em voz alta porque escrevo, mas sei que tenho um interlocutor. É dele que quero ouvir, mesmo que por escrito, o grito da concordância/ discordância. Quero mexer com o contextualizado e descobrir novos caminhos por onde possam seguir meus pés. Tenho sede de renovação!Esta é a mais pura VERDADE.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
AMOR
Um novo vocábulo e tão, ou mais, comprometedor em sua conceituação.
Sob que perspectiva abordar esse sentimento complexo?. Relação pais e filhos?. O amor entre um homem e uma mulher?.Ou entre o homem e várias mulheres?. Também é possível o amor só entre os homens, ou só entre as mulheres?. O amor das avós por seus netos?A afeição entre amigos? Será possível que haja vários tipos de amor?.Diante de tantas possibilidades já me sinto desafiada.
Amor é um sentimento que não pode ser esfacelado. Quem ama, AMA!
Não há como amar mais ou menos por tratar-se desta ou daquela relação. Amor é um sentimento Universal, não varia de acordo com a cultura nem pode possuir uma gradação. Também não é possível amar hoje e amanhã não sentir mais nada. Se assim o disserem é porque não entenderam este sentimento e será mais um a colaborar com a banalização do entendimento deste afeto.
O amor verdadeiramente sentido é estável, pacificador, conciliador, não é dado a rompantes. Quem ama não sofre. Os que sofrem de amor são na verdade desequilibrados e passam a vida acreditando que amou um dia.
É simples... Se você nutre este sentimento, verdadeiramente, poderá conviver entre seus maiores desafetos demonstrando um comportamento respeitoso e sem nenhum constrangimento interior, porque não haverá espaço para o desconforto, já que o amor se incumbirá de arrebatar docemente a razão, a emoção, e dotará a consciência da sabedoria que o vazio da incompreensão foi preenchido pela nobreza do amor.
Com certeza o sentimento de amor não pode ser imposto. Antes, é uma conquista. Começa como uma semente que cai na terra e devagarzinho vai se infiltrando e processando o que, a princípio, é a esperança de uma flor. E quando finalmente firma as primeiras raízes, e se espalha pelo solo, deixa de ser promessa e se individualiza. Aí então, sentimento sentido, selado, santificado, que uma vez brotado tem maiores possibilidades de se multiplicar.
Creio firmemente que uma vez experimentado este sentimento nos tornamos mais humanos e por onde quer que passemos, com quem quiser que convivamos, sentiremos uma doce e indelével ternura. Claro que não estaremos imunizados contra os rancores, mágoas, desafetos e tantos outros sentimentos não nobres, mas, com certeza, não haveremos de permanecer neste estado a ponto de sua maturação. Estaremos mais inclinados à busca de entendimento e mais fortes para romper as barreiras do preconceito.
O amor não nos torna “santos “mas nos aproxima de DEUS.
ELZA GIORGI
terça-feira, 23 de agosto de 2011
AMIZADE
As palavras são comprometedoras. Esta é uma informação inequívoca.
Não nutrimos sentimento de amizade por todas as pessoas que conhecemos. É um fato! Então quem são nossos amigos?
Serão nossos amigos aqueles com os quais temos afinidade consangüínea? É uma probabilidade, mas não uma regra. Às vezes, o seio familiar é o maior reduto de antagonismos e antipatias expressos de forma agressiva, sem nenhuma intenção construtiva.
No ambiente de trabalho temos “colegas”. Pessoas que se vêem todos os dias, executam suas tarefas, padecem das mesmas dificuldades, mas não há cumplicidade. Salvo raríssimas exceções.
Temos nossos vizinhos que compartilham conosco os problemas rotineiros Até sabem de nossas dificuldades na vida, ajudam num momento de necessidade, mas daí a dizermos que são “amigos “vai uma grande diferença. Mesmo porque a qualquer divergência se voltam contra nós e são capazes de fazerem um abaixo assinado deixando claro que nos tornamos persona non grata. Tolerância Zero!
Há os conhecidos do clube que freqüentamos, onde se misturam os colegas, parentes e vizinhos. Será que há alguma chance de criarmos vínculos de amizade? Com certeza conseguiremos pares brilhantes para jogarmos tênis, para a turma do churrasco nos feriados prolongados, até é possível que escolhamos um casal deles para serem padrinhos de nossos filhos, mas vínculo de amizade é difícil, pois ninguém segura a competição que ocorre comumente nestas relações.
Desde a infância, com certeza, convivemos com pessoas que marcaram significativamente nossas vidas, das quais lembraremos vez ou outra de forma carinhosa, mas ainda assim faltam mais quesitos para considerá-las amigas.
Amigos! É preciso usar esta palavra com critério para não correr o risco de sermos levianos na explicação.
Trata-se de uma pessoa especialíssima que entra em nossas vidas de forma indelével. A característica mais marcante do amigo é o respeito. Pode discordar de nossa ideologia, de nosso comportamento, não deixa de demonstrar seu posicionamento, de esclarecer sua discordância, mas o faz no momento oportuno, com respeito sem deixar marcas de constrangimento.
Não é dado a sermões. Não é invasivo. Não usa das informações que tem a nosso respeito para promover discórdias. Nem usa nosso santo nome em vão.
Não nos oprime, fazendo valer-se da amizade para nos convencer a fazer algo a que nos negamos. E nem por isso deixa de nos tratar com a leveza de sempre. Não sente ciúmes de outras pessoas que por ventura esteja nos cortejando para uma relação amistosa.
Sabe dar espaço quando sente que necessitamos e aguarda uma sinalização para retomar o contato. Não necessariamente está em todos os lugares que estejamos, nem telefona para saber onde estivemos e o que estávamos fazendo. Sua presença é sutil, não nos sufoca.
A relação de amizade exige confiança e desprendimento, não importa há quanto tempo estejamos distantes, quando nos reencontramos continuamos nossa conversa exatamente no ponto em que paramos O mais marcante nesta relação é a alegria,o riso solto, regado a uma autenticidade impar.
Não se contabiliza amigos, pois quantidade não é garantia de qualidade, também não existe fórmula para se fazer amigo e nem para sermos aceitos como tal. Na verdade trata-se de um encontro mágico. De repente ali está uma pessoa de convívio delicioso, confiável, respeitosa, autêntica livre, inteligente, tolerante, agradável, enriquecendo nossas horas.
O maior número de pessoas passa a vida com uma relação imensa de queridos conhecidos, jamais tiveram um amigo, e vivem muito bem, obrigada. Portanto há vida independente ou não de termos amigos. Mas se um vento benfazejo nos agraciar com a presença de um ser especial, com certeza, nossos dias terão um colorido diferente.
domingo, 21 de agosto de 2011
PALAVRAS
As palavras são comprometedoras. Esta é uma informação inequívoca. Felicidade, Amizade, Amor, Verdade, Fidelidade...
Felicidade é um estado de bem aventurança. É Divino. É de Deus. Qualquer conceito menor que este estado de espírito é irresponsabilidade por parte de quem se manifeste.
Inseridos num contexto cultural, a valoração deste sentimento é primordial, uma vez que a cada um de nós compete a tarefa de educar. Não podemos banalizar este conceito. Estar feliz nos remete a idéia de paz. Invoca também o ideal de permanência, imutabilidade. Lembra espontaneidade.
Na prática dizemos estar felizes por mera formalidade. O ideal é que a felicidade seja exemplificada e não expressa, porque a palavra pode convencer, mas o exemplo arrasta.
Como é possível ”ser mais ou menos Feliz”? Como se pode garantir um elevado grau de satisfação e em seguida tratar o semelhante de forma agressiva? Felicidade pactua com atitudes e pensamentos vingativos? Claro que não! Pode ser uma moldura que nos engesse? Blasfêmia!
As agruras podem nos tornar mais tristes, mas tristeza não é sinônimo de felicidade, solucionarmos os problemas que, na maioria das vezes, provocamos, é nosso dever, e a plenitude é justamente a estrutura que necessitamos para superar as circunstâncias adversas
Ouve-se, também, que a felicidade é feita de momentos -Ás vezes- estou feliz. Quero crer, neste caso, que o problema não está na dificuldade em conquistar este sentimento, e sim, no equívoco conceitual.
A felicidade real traz consigo o sentimento de libertação e se libertos não há dependência e, livres, amamos todas as pessoas, praticamos o Bem. E a cada benefício alcançado fortalecemos ainda mais o ”estado de graça”. É um deleite usufruir deste estado de espírito e é dever cultivá-lo, já que nos torna pessoas melhores. O nosso dia a dia carece desta energia conciliadora.
Não é preciso ser rico, ter sucesso amoroso, casa própria, títulos, QI elevado, beleza, enfim, todas as barreiras que costumamos colocar para justificar nossa imaturidade para a felicidade. Basta que gostemos do que somos que nos mantenhamos ativos em direção ao nosso crescimento e que nos abandonemos na certeza que na hora certa, a cada tempo, colheremos o fruto de nossa dedicação.
Felicidade- É de DEUS, Divino. Deus nos proveu de sensibilidade e nos presenteou com este talento. Vamos multiplicá-lo?
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
SILÊNCIO
Você já experimentou ouvir o silêncio por alguns instantes durante seu dia?
É provável que acredite que não tenha tempo para esta prática, mas você sabe que somos nós quem fazemos nossa hora acontecer. Os benefícios são tão salutares que é impossível não elucubrarmos a respeito.
O dia a dia é, para todos, muito intenso e somando nossos compromissos à discordância das pessoas que já se perderam de si mesmas, e que não se cansam de procurar aliados para justificar a própria loucura, nós nos deixamos levar. Somos até discriminados caso não acompanhemos o ritmo frenético que imprimem as suas vidas. Antes que possamos ter discernimento para saber a diferença entre a doença e o salutar, exaltamos a capacidade daqueles que tem mil e uma atividades e versam sobre todos os assuntos como se eles tivessem nascidos com um chip especial de inteligência.
É natural, diante desta perspectiva, que sejamos tomados por um sentimento de pequenez, o que não é nem um pouco salutar para a nossa auto estima.O desconforto assimilado nos torna arredios e nos assoberbamos ainda mais para tentar alcançar um patamar comparativo menos angustiante.
Mas é possível termos outra perspectiva frente a este caso.
Primeiramente, é bom lembrarmos que somos INDIVIDUOS, ou seja, únicos, logo é absurdo aceitarmos ser comparados a outros. Cada um tem seu ritmo e as necessidades de cada um não permite a impressão da mesma história. Segundo, é preciso que valorizemos um convívio pacífico entre as pessoas. Como podemos cultuar a paz se vivemos uma luta acirrada numa competição totalmente sem propósito?
SILÊNCIO!
Calar a voz, moderar os atos rompantes, saber escolher quando e em qual lugar devemos aportar confortavelmente nossos cansados corpos, e colocar-se a disposição para ouvir o silêncio, é o primeiro passo em direção ao auto conhecimento, e a instalação de um convívio social harmônico.
Quando silenciamos canalizamos nossas energias em nosso próprio benefício. Paulatinamente adquirimos auto confiança e nossa motivação estará canalizada para extirpar qualquer hábito nefasto como, por exemplo, comparações sem propósito.Certamente a escolha de nossos pares na dança da vida também passará por criteriosa seleção. Não haverá espaço para os aturdidos, mas eles, com, certeza serão influenciados por nossa ponderação, auto aceitação e sucesso.
Quinze a trinta minutos por dia, pela manhã ou à tarde ou até à noite, reservemos um momento só para nós , fechemos os ouvidos para os ruídos externos e amplifiquemos o silêncio de dentro. Não pensemos em nada...Entremos em contato com o mais autêntico de nós mesmos , não há lugar para as vaidades, preocupações,máscaras, enfim, é preciso deixar para fora de nós o peso desnecessário.
Experimente criar esta rotina e depois usufrua da liberdade conquistada. Passado algum tempo perceberá que independente do horário e local, sempre que você se sentir oprimido, fará contato com o silêncio e rapidamente se sentirá dono de si mesmo e da situação que o constrangeu.Experimente!
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Escolhas?
Acordar sem roteiro
A mercê da aventura
Ventura.
Os dias não são iguais
As pessoas não são as mesmas
Observar, interiorizar, não analisar
As nuances coloridas do mosaico
De que a surpresa é capaz
O sorriso forçado
A mente antítese da amostra
Palavras... clichês
O brilho nos olhos,
Fugaz expressão,
Da ainda existente motivação
O silencio grita
Insatisfação contida
Nas asas do coração
O esforço hercúleo
Arrasta os pés contrariados
Nos caminhos da escravidão
Os sonhos de liberdade
Sem roteiro,
Aventura, ventura
Não é estado de espírito
É escolha de vida
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Não sei se você pensa na MORTE.
Talvez julgue ser muito macabro aventar tal possibilidade. Ou quem sabe muito jovem para elucubrar a respeito. Ou se sinta tão velho e não queira dar colher para o azar. Afinal o pensamento é de grande força atrativa!
No entanto, assim como nos preparamos para todas as etapas da vida, não podemos deixar esta certeza nos pegar desprevenidos.
A tarefa é árdua só pelo fato de ser solitária. Antes, planejaram nosso nascimento, escolheram nossos brinquedos, nossa escola, opinaram sobre nossos amigos, nossa carreira, nossos namorados, maridos. Ajudaram-nos a criar nossos filhos!Mas, agora, sobre a morte ninguém tece opinião. Morte é um assunto morto!
O que nos resta é arregaçar as mangas, juntar toda coragem conquistada ao longo da vida, e, cuidar da questão com amor. Muito amor! Afinal trata-se da “nossa” morte.
Se formos ateus, não se trata de nos tornarmos pios!Se temos inimigos, que reatemos nosso convívio. Se temos dívidas, que as quitemos. Se não somos tolerantes, que nos tornemos benevolentes!Não!
As virtudes deveriam ter sido cultivadas enquanto estávamos a caminho!
Não se trata também de enlouquecer e vivermos todas as aventuras que antes não nos permitíamos. Nem fazermos todas as viagens que sonhamos, ou gastarmos todo dinheiro que amealhamos. Não!
Tarefas negligenciadas agora devem ser esquecidas na confiança de que fizemos o melhor! E ninguém nos punirá pela inabilidade.
O zelo pela boa morte esta justamente na nossa capacidade de sermos auto-indulgentes. Não carregarmos culpas pelos grandes ou pequenos insucessos, mesmo porque há muito a realizar na contabilidade de nossos grandes feitos. Contemplarmos nossas vitórias é reconhecer firma no cartório da vida.
Desmitificar as regras da boa alma e dar credibilidade ao que fizemos de bom nos permitirá encarar a morte como aliada no nosso processo existencial. Sejamos dignos para morrermos com dignidade.
A Morte também requer saúde. A “boa” Morte, bem entendido. Porque se qualquer morte servir não precisamos pensar a respeito. Mas já que resolvemos tratar da questão é urgente procurar qualidade de vida, ou seja, cuidar da saúde.
Ginástica quatro (4) vezes por semana, musculação e aeróbica, de preferência junto a um bom personal. Alimentação equilibrada, claro que bem orientada por um nutricionista. Alguns suplementos vitamínicos, e, obvio acompanhamento de um geriatra alegre, otimista e atualizado.
A manutenção de atividades culturais é necessária, talvez uma Faculdade da terceira idade. Não rejeitar convites para excursões. É preciso conviver! Ser leve não só de peso, mas principalmente de espírito. Não nos darmos conta dos segundos, minutos, horas, dias... Tranquilidade! Tudo pode ser feito amanhã, ou depois de amanhã, ou simplesmente não ser feito. Que libertação!!
Já sei você prefere juntar todas as dicas da “Boa Morte” e aplicar na “Boa Vida”. Afinal “Viver é preciso”! Boa sorte!
Coincidências...
Estou na padaria, penso em você. Ao me dirigir ao caixa a encontro chegando! Coisas da vida!
No silencio do meu dia, recordo-me de uma cena. Neste mesmo instante, um desavisado invade meu espaço e diz “Voce se lembra daquele dia...”
Qual é?! Magia?! Há a sensação de estar comungando com um tempo e espaço sem limites. Às vezes chega a ser promiscuo. Como no mais íntimo dos pensamentos, no mais cotidiano dos fatos, ocorrem os misteriosos sincronismos?
Há coincidências que apenas colorem de leve nossas vidas. Mas, às vezes, marcam profundamente o rumo de nossos planos... Relevante! Fundamental! Uma questão que merece maior atenção de nossa parte. Se não há bola de cristal, se não há oráculos, se não há lógica que nos responda qual é a melhor rota... Há as coincidências.
É preciso estar atento! Nada acontece por mero acaso. Se hoje sua vida lhe parecer desconexa, vazia, ou você sentir que nasceu no planeta errado, na família equivocada. Pare! Aguarde alguns momentos em silencio. Respire fundo. Prepare-se para perscrutar as coincidências!
Como se você usasse um óculos mágico, repare em todos os detalhes, aguce sua audição, permita-se um tempo em câmera lenta identificando a resposta de seu corpo aos estímulos mais variados. De repente... A sensação de que a vida parou... Respiração suspensa, ali está o FATO. A Coincidência! É o Atalho lhe dado de presente, é a Mão confiante que dirige seus passos pelo melhor caminho. Não tema, siga confiante!
Caso seu temor seja maior que a capacidade de ousar, diga simplesmente... Nossa que coincidência! Mais tarde, no decorrer dos anos, você irá constatar que aquilo que foi um dia um mero acaso, hoje é a realidade que o sustenta. Verificará ainda que o arremate não poderia ter sido melhor. Talvez uma ousadia tivesse lhe poupado tantos desgastes.
Experiências que, coincidentemente, lhe abrirão novos horizontes, novas pistas, novos confortos e desconfortos. E a trama da vida seguirá, sendo costurada aos acasos, mostrando lhe que nem de sua vida você é dono!
Coincidências... Truques que os livros não ensinam, mas artimanhas que a vida nos presenteia!Sinais que orientam no meio a cegueira da ignorância que é a trama da vida. Trata-se de um jogo de observação, associação de idéias, conclusões e ousadia, e todo fruto deste jogo reverte-se em apaixonantes experiências.
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