Talvez julgue ser muito macabro aventar tal possibilidade. Ou quem sabe muito jovem para elucubrar a respeito. Ou se sinta tão velho e não queira dar colher para o azar. Afinal o pensamento é de grande força atrativa!
No entanto, assim como nos preparamos para todas as etapas da vida, não podemos deixar esta certeza nos pegar desprevenidos.
A tarefa é árdua só pelo fato de ser solitária. Antes, planejaram nosso nascimento, escolheram nossos brinquedos, nossa escola, opinaram sobre nossos amigos, nossa carreira, nossos namorados, maridos. Ajudaram-nos a criar nossos filhos!Mas, agora, sobre a morte ninguém tece opinião. Morte é um assunto morto!
O que nos resta é arregaçar as mangas, juntar toda coragem conquistada ao longo da vida, e, cuidar da questão com amor. Muito amor! Afinal trata-se da “nossa” morte.
Se formos ateus, não se trata de nos tornarmos pios!Se temos inimigos, que reatemos nosso convívio. Se temos dívidas, que as quitemos. Se não somos tolerantes, que nos tornemos benevolentes!Não!
As virtudes deveriam ter sido cultivadas enquanto estávamos a caminho!
Não se trata também de enlouquecer e vivermos todas as aventuras que antes não nos permitíamos. Nem fazermos todas as viagens que sonhamos, ou gastarmos todo dinheiro que amealhamos. Não!
Tarefas negligenciadas agora devem ser esquecidas na confiança de que fizemos o melhor! E ninguém nos punirá pela inabilidade.
O zelo pela boa morte esta justamente na nossa capacidade de sermos auto-indulgentes. Não carregarmos culpas pelos grandes ou pequenos insucessos, mesmo porque há muito a realizar na contabilidade de nossos grandes feitos. Contemplarmos nossas vitórias é reconhecer firma no cartório da vida.
Desmitificar as regras da boa alma e dar credibilidade ao que fizemos de bom nos permitirá encarar a morte como aliada no nosso processo existencial. Sejamos dignos para morrermos com dignidade.
A Morte também requer saúde. A “boa” Morte, bem entendido. Porque se qualquer morte servir não precisamos pensar a respeito. Mas já que resolvemos tratar da questão é urgente procurar qualidade de vida, ou seja, cuidar da saúde.
Ginástica quatro (4) vezes por semana, musculação e aeróbica, de preferência junto a um bom personal. Alimentação equilibrada, claro que bem orientada por um nutricionista. Alguns suplementos vitamínicos, e, obvio acompanhamento de um geriatra alegre, otimista e atualizado.
A manutenção de atividades culturais é necessária, talvez uma Faculdade da terceira idade. Não rejeitar convites para excursões. É preciso conviver! Ser leve não só de peso, mas principalmente de espírito. Não nos darmos conta dos segundos, minutos, horas, dias... Tranquilidade! Tudo pode ser feito amanhã, ou depois de amanhã, ou simplesmente não ser feito. Que libertação!!
Já sei você prefere juntar todas as dicas da “Boa Morte” e aplicar na “Boa Vida”. Afinal “Viver é preciso”! Boa sorte!