quarta-feira, 27 de julho de 2011

Não sei se você pensa na MORTE.

Talvez julgue ser muito macabro aventar tal possibilidade. Ou quem sabe muito jovem para elucubrar a respeito. Ou se sinta tão velho e não queira dar colher para o azar. Afinal o pensamento é de grande força atrativa!
No entanto, assim como nos preparamos para todas as etapas da vida, não podemos deixar esta certeza nos pegar desprevenidos.
A tarefa é árdua só pelo fato de ser solitária. Antes, planejaram nosso nascimento, escolheram nossos brinquedos, nossa escola, opinaram sobre nossos amigos, nossa carreira, nossos namorados, maridos. Ajudaram-nos a criar nossos filhos!Mas, agora, sobre a morte ninguém tece opinião. Morte é um assunto morto!
O que nos resta é arregaçar as mangas, juntar toda coragem conquistada ao longo da vida, e, cuidar da questão com amor. Muito amor! Afinal trata-se da “nossa” morte.
Se formos ateus, não se trata de nos tornarmos pios!Se temos inimigos, que reatemos nosso convívio. Se temos dívidas, que as quitemos. Se não somos tolerantes, que nos tornemos benevolentes!Não!
            As virtudes deveriam ter sido cultivadas enquanto estávamos a caminho!
Não se trata também de enlouquecer e vivermos todas as aventuras que antes não nos permitíamos. Nem fazermos todas as viagens que sonhamos, ou gastarmos todo dinheiro que amealhamos. Não!
 Tarefas negligenciadas agora devem ser esquecidas na confiança de que fizemos o melhor! E ninguém nos punirá pela inabilidade.
O zelo pela boa morte esta justamente na nossa capacidade de sermos auto-indulgentes. Não carregarmos culpas pelos grandes ou pequenos insucessos, mesmo porque há muito a realizar na contabilidade de nossos grandes feitos. Contemplarmos nossas vitórias é reconhecer firma no cartório da vida.
Desmitificar as regras da boa alma e dar credibilidade ao que fizemos de bom nos permitirá encarar a morte como aliada no nosso processo existencial. Sejamos dignos para morrermos com dignidade.
A Morte também requer saúde.  A “boa” Morte, bem entendido. Porque se qualquer morte servir não precisamos pensar a respeito. Mas já que resolvemos tratar da questão é urgente procurar qualidade de vida, ou seja, cuidar da saúde.
Ginástica quatro (4) vezes por semana, musculação e aeróbica, de preferência junto a um bom personal. Alimentação equilibrada, claro que bem orientada por um nutricionista. Alguns suplementos vitamínicos, e, obvio acompanhamento de um geriatra alegre, otimista e atualizado.
A manutenção de atividades culturais é necessária, talvez uma Faculdade da terceira idade. Não rejeitar convites para excursões. É preciso conviver! Ser leve não só de peso, mas principalmente de espírito. Não nos darmos conta dos segundos, minutos, horas, dias... Tranquilidade! Tudo pode ser feito amanhã, ou depois de amanhã, ou simplesmente não ser feito. Que libertação!!
Já sei você prefere juntar todas as dicas da “Boa Morte” e aplicar na “Boa Vida”. Afinal “Viver é preciso”! Boa sorte!

Coincidências...

Estou na padaria, penso em você. Ao me dirigir ao caixa a encontro chegando! Coisas da vida!
No silencio do meu dia, recordo-me de uma cena. Neste mesmo instante, um desavisado invade meu espaço e diz “Voce se lembra daquele dia...”
Qual é?! Magia?! Há a sensação de estar comungando com um tempo e espaço sem limites. Às vezes chega a ser promiscuo. Como no mais íntimo dos pensamentos, no mais cotidiano dos fatos, ocorrem os misteriosos sincronismos?
Há coincidências que apenas colorem de leve nossas vidas. Mas, às vezes, marcam profundamente o rumo de nossos planos... Relevante! Fundamental! Uma questão que merece maior atenção de nossa parte. Se não há bola de cristal, se não há oráculos, se não há lógica que nos responda qual é a melhor rota... Há as coincidências.
É preciso estar atento! Nada acontece por mero acaso. Se hoje sua vida lhe parecer desconexa, vazia, ou você sentir que nasceu no planeta errado, na família equivocada. Pare! Aguarde alguns momentos em silencio. Respire fundo. Prepare-se para perscrutar as coincidências!
Como se você usasse um óculos mágico, repare em todos os detalhes, aguce sua audição, permita-se um tempo em câmera lenta identificando a resposta de seu corpo aos estímulos mais variados. De repente... A sensação de que a vida parou... Respiração suspensa, ali está o FATO. A Coincidência! É o Atalho lhe dado de presente, é a Mão confiante que dirige seus passos pelo melhor caminho. Não tema, siga confiante!
Caso seu temor seja maior que a capacidade de ousar, diga simplesmente... Nossa que coincidência! Mais tarde, no decorrer dos anos, você irá constatar que aquilo que foi um dia um mero acaso, hoje é a realidade que o sustenta. Verificará ainda que o arremate não poderia ter sido melhor. Talvez uma ousadia tivesse lhe poupado tantos desgastes.
Experiências que, coincidentemente, lhe abrirão novos horizontes, novas pistas, novos confortos e desconfortos. E a trama da vida seguirá, sendo costurada aos acasos, mostrando lhe que nem de sua vida você é dono!
Coincidências... Truques que os livros não ensinam, mas artimanhas que a vida nos presenteia!Sinais que orientam no meio a cegueira da ignorância que é a trama da vida. Trata-se de um jogo de observação, associação de idéias, conclusões e ousadia, e todo fruto deste jogo reverte-se em apaixonantes experiências.