Você já experimentou ouvir o silêncio por alguns instantes durante seu dia?
É provável que acredite que não tenha tempo para esta prática, mas você sabe que somos nós quem fazemos nossa hora acontecer. Os benefícios são tão salutares que é impossível não elucubrarmos a respeito.
O dia a dia é, para todos, muito intenso e somando nossos compromissos à discordância das pessoas que já se perderam de si mesmas, e que não se cansam de procurar aliados para justificar a própria loucura, nós nos deixamos levar. Somos até discriminados caso não acompanhemos o ritmo frenético que imprimem as suas vidas. Antes que possamos ter discernimento para saber a diferença entre a doença e o salutar, exaltamos a capacidade daqueles que tem mil e uma atividades e versam sobre todos os assuntos como se eles tivessem nascidos com um chip especial de inteligência.
É natural, diante desta perspectiva, que sejamos tomados por um sentimento de pequenez, o que não é nem um pouco salutar para a nossa auto estima.O desconforto assimilado nos torna arredios e nos assoberbamos ainda mais para tentar alcançar um patamar comparativo menos angustiante.
Mas é possível termos outra perspectiva frente a este caso.
Primeiramente, é bom lembrarmos que somos INDIVIDUOS, ou seja, únicos, logo é absurdo aceitarmos ser comparados a outros. Cada um tem seu ritmo e as necessidades de cada um não permite a impressão da mesma história. Segundo, é preciso que valorizemos um convívio pacífico entre as pessoas. Como podemos cultuar a paz se vivemos uma luta acirrada numa competição totalmente sem propósito?
SILÊNCIO!
Calar a voz, moderar os atos rompantes, saber escolher quando e em qual lugar devemos aportar confortavelmente nossos cansados corpos, e colocar-se a disposição para ouvir o silêncio, é o primeiro passo em direção ao auto conhecimento, e a instalação de um convívio social harmônico.
Quando silenciamos canalizamos nossas energias em nosso próprio benefício. Paulatinamente adquirimos auto confiança e nossa motivação estará canalizada para extirpar qualquer hábito nefasto como, por exemplo, comparações sem propósito.Certamente a escolha de nossos pares na dança da vida também passará por criteriosa seleção. Não haverá espaço para os aturdidos, mas eles, com, certeza serão influenciados por nossa ponderação, auto aceitação e sucesso.
Quinze a trinta minutos por dia, pela manhã ou à tarde ou até à noite, reservemos um momento só para nós , fechemos os ouvidos para os ruídos externos e amplifiquemos o silêncio de dentro. Não pensemos em nada...Entremos em contato com o mais autêntico de nós mesmos , não há lugar para as vaidades, preocupações,máscaras, enfim, é preciso deixar para fora de nós o peso desnecessário.
Experimente criar esta rotina e depois usufrua da liberdade conquistada. Passado algum tempo perceberá que independente do horário e local, sempre que você se sentir oprimido, fará contato com o silêncio e rapidamente se sentirá dono de si mesmo e da situação que o constrangeu.Experimente!
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